Saúde • 08:24h • 28 de julho de 2026
Julho Amarelo: Saúde SP orienta sobre prevenção de hepatites virais
Vacinação, testagem e cuidados com higiene são as principais formas de prevenção contra as hepatites virais
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
A campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do controle das hepatites virais. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta a população a manter a vacinação em dia e adotar medidas de higiene, como consumir água tratada e de procedência segura, além de higienizar corretamente os alimentos.
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. Enquanto a hepatite A não evolui para a forma crônica, as demais podem permanecer por anos sem apresentar sintomas, aumentando o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado. Além das infecções virais, a inflamação do fígado também pode estar relacionada ao uso de medicamentos, consumo excessivo de álcool, outras drogas e doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
As vacinas contra as hepatites A e B estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A imunização contra a hepatite A é indicada para crianças aos 15 meses de idade, em dose única, e também pode ser aplicada em grupos específicos por meio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), em esquema de duas doses.
Já a vacina contra a hepatite B faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser aplicada, preferencialmente, nas primeiras 12 horas de vida. O esquema é complementado aos 2, 4 e 6 meses com a vacina pentavalente. O imunizante também está disponível para pessoas de qualquer idade que não tenham sido vacinadas ou estejam com o esquema incompleto. Atualmente, não existe vacina contra a hepatite C.
Como a maioria das hepatites virais pode evoluir de forma silenciosa, a Secretaria destaca a importância da realização de exames. Os testes para hepatites B e C são recomendados durante o pré-natal para prevenir a transmissão da mãe para o bebê. Além disso, o Ministério da Saúde orienta que toda pessoa adulta faça o teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, mesmo sem sintomas ou fatores de risco. Os exames são oferecidos gratuitamente nas UBSs e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). A hepatite C tem cura e o tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2026, o estado de São Paulo registrou 1.953 casos de hepatite A, 651 casos de hepatite B e 855 casos de hepatite C.
Conheça os principais tipos de hepatites virais
A hepatite A é transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados. A prevenção depende da vacinação e de cuidados com a higiene. Os sintomas mais comuns incluem febre, cansaço, náuseas e icterícia, caracterizada pela pele e olhos amarelados.
A hepatite B é transmitida por relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e compartilhamento de seringas, agulhas e objetos perfurocortantes. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção.
A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue contaminado e, na maioria dos casos, não provoca sintomas nas fases iniciais. Apesar de não existir vacina, a doença tem cura quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente pelo SUS.
Já a hepatite D depende da presença do vírus da hepatite B para se desenvolver. A transmissão ocorre de forma semelhante e os sintomas também incluem fadiga, náuseas e icterícia. Por isso, a vacinação contra a hepatite B também protege contra a hepatite D.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos