Economia • 09:19h • 15 de junho de 2026
Juros do empréstimo pessoal recuam, mas taxa média ainda supera 160% ao ano
Levantamento do Procon-SP mostra pequena queda no crédito pessoal, enquanto cheque especial segue no limite máximo permitido pelo Banco Central
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Divulgação
A taxa média do empréstimo pessoal cobrada pelos principais bancos do país apresentou leve recuo em junho, mas ainda permanece em um patamar elevado para os consumidores. De acordo com pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP, o crédito pessoal para clientes pessoa física não preferenciais registra taxa média de 8,36% ao mês, o que equivale a 162,17% ao ano. O órgão alerta para a necessidade de cautela antes da contratação de financiamentos, especialmente diante da oferta crescente de crédito pré-aprovado.
O levantamento do Procon-SP foi realizado em 2 de junho de 2026 e analisou as taxas máximas pré-fixadas praticadas por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.
Na comparação com o mês anterior, a taxa média do empréstimo pessoal apresentou redução de 0,23 ponto percentual, movimento que acompanha, em parte, a recente flexibilização da política monetária. Ainda assim, o custo do crédito continua elevado e pode representar um compromisso financeiro de longo prazo para quem precisa recorrer a esse tipo de operação.
Cheque especial segue sem alterações
No cheque especial, o cenário permaneceu estável. A pesquisa aponta taxa média de 8,00% ao mês, equivalente a 151,82% ao ano, sem mudanças em relação ao levantamento anterior.
Segundo o Procon-SP, todas as instituições financeiras pesquisadas mantiveram os mesmos percentuais praticados no mês anterior. O índice corresponde ao teto estabelecido pelo Banco Central para a modalidade, conforme a regulamentação em vigor desde 2020.
A divulgação da pesquisa ocorre após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 14,50% ao ano, em reunião realizada no fim de abril.
Apesar da queda da taxa básica, o levantamento evidencia que a redução ainda tem impacto limitado sobre o crédito oferecido ao consumidor final. A diferença entre a Selic e os juros efetivamente cobrados pelos bancos continua expressiva, especialmente nas linhas de empréstimo pessoal e cheque especial.
Procon orienta consumidores a evitarem endividamento
Diante desse cenário, o Procon-SP recomenda atenção redobrada antes de contratar crédito. Entre as orientações do órgão estão a comparação das taxas entre diferentes instituições financeiras e a avaliação cuidadosa da capacidade de pagamento antes de assumir novas parcelas.
O órgão também alerta para o uso consciente de facilidades como limites pré-aprovados e ampliações automáticas do cheque especial, que podem levar ao comprometimento excessivo da renda e aumentar o risco de endividamento das famílias.
O relatório completo da pesquisa está disponível no site do Procon-SP.
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