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Mundo • 19:39h • 18 de agosto de 2025

Justiça só para ricos? Veja os 5 maiores obstáculos que travam a vida do povo

Especialista aponta os principais entraves enfrentados pelas classes C, D e E e destaca como a tecnologia pode aproximar a população da defesa de seus direitos

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EDB Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1

Por que é tão difícil entrar na Justiça no Brasil? Conheça cinco entraves que fazem milhões de brasileiros desistirem de seus direitos
Por que é tão difícil entrar na Justiça no Brasil? Conheça cinco entraves que fazem milhões de brasileiros desistirem de seus direitos

No Brasil, existe um paradoxo que chama atenção. Embora o país tenha cerca de um advogado para cada 164 habitantes, segundo dados da OAB, milhões de pessoas ainda enfrentam grandes obstáculos para acessar a Justiça. Estima-se que mais de 70 milhões de brasileiros não tenham acesso regular ao sistema judicial, conforme dados da Defensoria Pública da União (DPU).

A realidade é ainda mais dura nas classes C, D e E, onde fatores econômicos, burocráticos e sociais se somam à falta de informação, resultando em uma exclusão silenciosa. Situações comuns como violência doméstica, disputas familiares, demissões injustas, falta de registro em carteira e negativa de benefícios sociais ou previdenciários muitas vezes ficam sem solução legal.

Segundo o advogado Jairo C. Lamatina, fundador da plataforma Defendy, que conecta cidadãos vulneráveis a advogados por meio de inteligência artificial, a desigualdade no acesso à Justiça é uma das formas mais graves de exclusão social no Brasil. Para ele, reconhecer os entraves é o primeiro passo para superá-los. A seguir, as cinco barreiras que mais impactam a população.

1. Falta de conhecimento sobre direitos

Grande parte da população sequer sabe quais são seus direitos assegurados por lei. Questões como pensão alimentícia, estabilidade no emprego após licença-maternidade, revisão de benefícios ou indenizações ainda são pouco compreendidas. A linguagem jurídica complexa agrava essa distância. Sem saber que estão sendo lesadas, muitas pessoas nem cogitam procurar ajuda.

2. Baixa cobertura da Defensoria Pública

Apesar de ser o principal caminho para quem não pode pagar por advogados, a Defensoria Pública não alcança todas as regiões. Apenas pouco mais da metade das comarcas brasileiras conta com atendimento regular. Em áreas do interior e nas regiões Norte e Nordeste, a falta de defensores é ainda mais grave, deixando milhões de pessoas desassistidas.

3. Medo dos altos custos

A percepção de que “mexer com advogado é caro” afasta a população mais vulnerável. Muitos desconhecem que em diversas causas é possível contratar advogados pelo modelo de êxito, no qual os honorários só são pagos em caso de vitória, ou ainda negociar parcelamentos acessíveis. Sem essa informação, prevalece o receio de dívidas inesperadas.

4. Dificuldade para encontrar o advogado certo

Quem não consegue atendimento público geralmente não sabe como escolher um profissional adequado. A falta de redes de contato e de conhecimento jurídico faz com que muitas pessoas não saibam diferenciar um advogado trabalhista de um familiar, por exemplo. O medo de cair em mãos de profissionais sem ética ou de má reputação também pesa na decisão.

5. Desconfiança e burocracia

Mesmo quem tenta ingressar na Justiça enfrenta outro desafio: a lentidão e a burocracia. Processos podem levar anos e exigem uma série de documentos e prazos difíceis de cumprir sem orientação. Essa experiência gera desânimo e reforça a cultura do “deixa pra lá”. Além disso, há uma desconfiança histórica no sistema e nos próprios advogados, o que desestimula ainda mais a busca por apoio.

Apesar das dificuldades, ferramentas digitais têm surgido para reduzir essa distância. Plataformas como a Defendy oferecem consultas online e conexão direta com advogados verificados, tornando o processo mais simples, rápido e transparente. Ainda assim, especialistas defendem que é preciso avançar muito para garantir que o acesso à Justiça seja, de fato, um direito de todos.

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