Saúde • 10:22h • 07 de junho de 2025
Laqueadura agora dispensa autorização do cônjuge
Já está em vigor a lei que facilita a laqueadura e a vasectomia
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Divulgação
A lei que flexibiliza a realização de procedimentos contraceptivos entrou em vigor no início de março de 2025, após ter sido aprovada pelo Senado em agosto de 2024 e sancionada em setembro do mesmo ano. Com as novas regras, mulheres poderão submeter-se à laqueadura e homens à vasectomia a partir dos 21 anos, reduzindo-se o limite mínimo anterior, de 25 anos. Além disso, quem tiver pelo menos dois filhos vivos poderá realizar o procedimento mesmo antes de completar 21 anos. Outra mudança importante estabelece que não será mais necessário o consentimento do cônjuge para a cirurgia.
Para a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a medida representa um avanço significativo na legislação de Planejamento Familiar. “É um avanço na legislação do Planejamento Familiar. Reduz burocracias e tem um impacto bem maior na vida das mulheres, um impacto positivo, embora os homens também estejam incluídos nesta autonomia de decidir sobre cirurgia de esterilização voluntária”, afirmou a parlamentar potiguar, destacando o caráter igualitário da nova norma.
Outra inovação prevista na lei é a possibilidade de realizar a laqueadura durante o parto, procedimento que não era permitido até então. A gestante deve formalizar a solicitação com, no mínimo, 60 dias de antecedência. Segundo Zenaide Maia, essa mudança traz benefícios tanto à mãe quanto ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Sai muito mais econômico preparar aquela equipe que já ia fazer o parto e fazer a laqueadura na mulher e é melhor, inclusive, para a mãe. Como médica, eu vi muita mãe ter que voltar depois de 45 dias para poder fazer e elas têm que deixar o bebê, que normalmente ela amamenta, para se submeter a outro procedimento cirúrgico.”
Para evitar casos de esterilização precoce, a lei mantém a exigência de que o pedido seja formalizado por escrito, garantindo que o interessado receba orientações médicas detalhadas sobre vantagens, desvantagens, riscos e eficácia do procedimento. Com essas medidas, espera-se maior autonomia dos cidadãos na tomada de decisão, além de redução de custos e agilização de processos que envolvem saúde reprodutiva.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos