Ciência e Tecnologia • 11:22h • 18 de janeiro de 2026
Laser de baixa intensidade melhora dor em pessoas com osteoartrite no joelho, diz estudo
Tratamento é alternativa não invasiva para doença que causa degeneração progressiva da cartilagem, muitas vezes resultando na necessidade de substituição do joelho por prótese
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Um estudo clínico da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) apontou que a fotobiomodulação com laser de baixa intensidade pode trazer benefícios significativos para pessoas com osteoartrite no joelho, condição conhecida popularmente como artrose. Os resultados, publicados na revista Lasers in Medical Science, são assinados pelo professor Thiago dos Santos Maciel, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pela professora Amélia Pasqual Marques, da FMUSP, e por outros colaboradores.
A pesquisa acompanhou 65 voluntários de 50 a 74 anos diagnosticados com osteoartrite e divididos em três grupos: um recebeu o tratamento com laser, outro passou por placebo e o terceiro contou apenas com acompanhamento clínico. O protocolo foi aplicado três vezes por semana, durante dez semanas, em nove pontos específicos do joelho.
Os participantes tratados com laser apresentaram redução importante da dor, melhora da mobilidade e ganhos na capacidade de realizar tarefas cotidianas, além de avanço na qualidade de vida. As melhorias foram avaliadas com questionários e testes funcionais que mediram desde a intensidade da dor até a habilidade de caminhar e levantar-se.
Segundo Thiago Maciel, o laser atua em nível celular, estimulando a produção de energia e reduzindo processos inflamatórios. Esses efeitos podem estar associados ao comprimento de onda utilizado (790 nm), que favorece reações celulares capazes de aumentar a produção de ATP, regular radicais livres, ativar proteínas e genes, reduzir mediadores inflamatórios e preservar a matriz cartilaginosa. O tratamento também estimula a produção de colágeno tipo II, a proliferação de células da cartilagem, a formação controlada de vasos sanguíneos e a modulação da dor.
A osteoartrite do joelho é uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo e uma das maiores causas de dor e limitação física entre idosos. Caracteriza-se por dor, rigidez, perda de mobilidade e incapacidade funcional. Pode surgir de forma primária, ligada ao envelhecimento e ao desgaste, ou secundária, após traumas, lesões, deformidades ou distúrbios metabólicos. A doença envolve degeneração da cartilagem, remodelação óssea, formação de osteófitos e inflamação sinovial, fatores que prejudicam a função articular. Entre os fatores de risco estão envelhecimento, sexo feminino, obesidade, lesões prévias, fraqueza muscular e predisposição genética.
O tratamento conservador busca aliviar sintomas, melhorar a função e retardar a necessidade de cirurgia. As abordagens com maior evidência são exercícios supervisionados, educação sobre dor, treinamento neuromuscular e terapia manual. Nesse contexto, o laser de baixa intensidade surge como alternativa promissora e segura para melhorar a qualidade de vida de pessoas com osteoartrite no joelho, conclui Maciel.
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