Saúde • 16:56h • 15 de abril de 2026
Laser vaginal: procedimento cresce, mas exige avaliação médica antes de ser indicado
Técnica sem cirurgia promete melhorar função íntima e conforto, mas não é recomendada para todos os casos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Divulgação
O laser vaginal tem ganhado espaço como alternativa para tratar questões relacionadas à saúde íntima feminina, especialmente por ser um procedimento rápido, sem cirurgia e com recuperação considerada simples. Ainda assim, especialistas alertam que a indicação deve ser individualizada e feita com acompanhamento médico.
Realizado em consultório, o procedimento utiliza calor controlado para estimular o tecido da região íntima, ativando a produção de colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação. Esse processo pode contribuir tanto para a melhora da função quanto da aparência da área tratada.
Segundo a ginecologista Bruna Paschoalim, especialista em estética íntima feminina, a técnica tem sido cada vez mais procurada por pacientes que buscam soluções menos invasivas. “O laser vaginal utiliza energia térmica para estimular o tecido. Isso pode ajudar a devolver função e melhorar a qualidade da região, com impacto direto no conforto e no bem-estar”, explica.
Procedimento íntimo sem cirurgia cresce, mas não é indicado para todas | Dra. Bruna Paschoalim, médica ginecologista
Estudos recentes têm analisado o uso de tecnologias com energia térmica na ginecologia. Um levantamento publicado pelo National Institutes of Health indica que esse tipo de abordagem pode contribuir para a melhora do tecido vaginal, com efeitos positivos em sintomas como ressecamento e desconforto.
Na prática, o tratamento costuma ser indicado em situações associadas a alterações hormonais, envelhecimento ou pós-parto, sempre após avaliação clínica. O objetivo é promover reorganização das fibras de colágeno e estimular a regeneração local.
Dinâmica do tratamento
Em geral, são recomendadas de três a quatro sessões, com intervalo mensal entre elas. Após essa etapa inicial, a manutenção costuma ser anual, dependendo da resposta individual de cada paciente.
Apesar da popularização, o procedimento não é indicado para todas as mulheres. A avaliação com um ginecologista é essencial para identificar a real necessidade, descartar contraindicações e definir se o método é adequado para cada caso.
O crescimento da busca por soluções menos invasivas na saúde íntima reflete mudanças no comportamento e no acesso à informação. Ainda assim, especialistas reforçam que segurança e resultados dependem de diagnóstico correto, indicação adequada e acompanhamento profissional.
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