Mundo • 19:06h • 11 de janeiro de 2026
Lei padroniza carteira profissional de radialista e amplia acesso ao documento no Brasil
Nova norma permite emissão da identidade profissional por órgãos oficiais e garante validade nacional, inclusive para trabalhadores não sindicalizados
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo Federal | Foto: Arquivo/Âncora1
O Governo do Brasil sancionou, na sexta-feira (9), a Lei nº 15.335/2026, que padroniza a carteira profissional de radialista e amplia o acesso ao documento em todo o território nacional. A sanção foi assinada pelo presidente Lula e altera regras históricas da categoria, até então restritas à emissão por sindicatos.
Com a nova legislação, a identidade profissional poderá ser emitida não apenas por entidades sindicais, mas também pelo Ministério do Trabalho e Emprego, pela Federação dos Trabalhadores de Radiodifusão e TV e pelos próprios sindicatos da categoria, garantindo validade nacional ao documento.
O que muda na prática para os radialistas
Antes da nova lei, a emissão da carteira profissional dependia exclusivamente da filiação sindical. Agora, radialistas não sindicalizados também passam a ter direito ao documento, desde que estejam regularmente registrados no órgão regional do Ministério do Trabalho.
A carteira profissional padronizada deverá conter informações como:
- número da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
- fotografia do profissional;
- número do registro profissional;
- cargo ou função exercida;
- dados pessoais de identificação.
A mudança busca assegurar igualdade de acesso, reduzir entraves burocráticos e oferecer segurança jurídica aos profissionais do rádio em todo o país.
Padronização e segurança jurídica
A padronização nacional da carteira profissional é considerada um avanço institucional para o setor de radiodifusão. Além de facilitar a comprovação da atividade profissional, o novo modelo elimina diferenças regionais e fortalece o reconhecimento formal da profissão.
Ao permitir múltiplos canais oficiais de emissão, a lei também evita a exclusão de trabalhadores que, embora atuem regularmente no setor, não mantêm vínculo sindical.
Rádio mantém relevância, audiência e credibilidade
A atualização da legislação ocorre em um contexto de alta relevância do rádio no Brasil. Pesquisa da Kantar IBOPE Media, divulgada no segundo semestre de 2025, aponta que o rádio é consumido por 80% da população brasileira nas 13 maiores regiões metropolitanas do país.
Outro levantamento, publicado pelo Valor Econômico, revelou que o rádio lidera o ranking de credibilidade entre os meios de comunicação, com 81% de confiança do público como fonte de informação.
Impacto para o setor
Com a sanção da Lei nº 15.335/2026, o país avança na modernização das relações de trabalho no setor de radiodifusão, ao mesmo tempo em que reconhece a importância histórica e atual do rádio como meio de informação, serviço público e comunicação de massa.
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