Cidades • 07:51h • 04 de junho de 2026
Leite humano pode salvar prematuros e Hospital Regional de Assis alerta para queda nos estoques
Hospital reforça campanha por novas doadoras para garantir atendimento de recém-nascidos internados na UTI Neonatal da região
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Âncora1
O leite humano continua sendo um dos recursos mais importantes para a recuperação de bebês prematuros e recém-nascidos internados em UTIs neonatais. Em Assis, o Hospital Regional de Assis (HRA) voltou a alertar para a queda nos estoques do Banco de Leite Humano e reforçou o pedido para ampliar o número de doadoras na cidade e na região.
A unidade, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e gerenciada pelo CEJAM, atende bebês prematuros e recém-nascidos em situação de risco que muitas vezes dependem exclusivamente do leite humano para fortalecimento da imunidade, ganho de peso e recuperação clínica durante a internação.
Segundo a gerente assistencial do hospital, Luciana Lima, o trabalho desenvolvido pelo Banco de Leite vai muito além da coleta e distribuição do alimento. “O Banco de Leite Humano tem um papel essencial na promoção, proteção e apoio ao aleitamento, além de coletar, processar e distribuir leite humano com segurança para recém-nascidos prematuros ou de risco”, explica Luciana.
A gerente destaca que o leite doado passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser destinado aos bebês internados. De acordo com Luciana, o alimento é submetido a etapas de seleção, pasteurização e análise microbiológica para garantir segurança durante todo o processo.
Quem pode doar leite humano
Pode se tornar doadora qualquer pessoa que esteja amamentando e produza leite além da necessidade do próprio bebê. Para participar, é necessário estar em boas condições de saúde, não utilizar medicamentos contraindicados para amamentação e não consumir álcool ou drogas ilícitas.
Mesmo assim, o hospital afirma que muitos mitos ainda afastam possíveis doadoras. Segundo Luciana Lima, um dos receios mais comuns é a falsa ideia de que doar leite pode prejudicar a alimentação do próprio filho. “Muitas mães acreditam que a doação pode reduzir o leite do bebê, mas isso não acontece. Outro mito muito comum é achar que o processo é difícil ou demorado”, afirma.
A unidade reforça que todo o processo é acompanhado por profissionais, desde a orientação inicial até a coleta domiciliar, justamente para facilitar a participação das mães interessadas em doar.
Como funciona a doação
As pessoas interessadas podem procurar o Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Assis de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. No primeiro atendimento, a equipe realiza o cadastro, entrega os materiais necessários e orienta sobre a retirada e o armazenamento correto do leite em casa.
Depois dessa etapa, a coleta pode ser realizada diretamente na residência da doadora, mediante agendamento prévio. Caso não seja possível realizar a retirada no horário combinado, também existe a opção de entrega presencial do material até as 17h.
O hospital reforça que ampliar o número de doadoras é fundamental para garantir atendimento aos recém-nascidos internados que dependem do leite humano durante o tratamento neonatal.
“A população também pode ajudar divulgando informações corretas sobre a importância da doação de leite humano e incentivando outras mães a participarem desse trabalho”, finaliza Luciana Lima.
Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Assis
Praça Symphronio Alves Santos, s/n - Centro
CEP 19814-015 - Assis/SP
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