Variedades • 15:11h • 27 de junho de 2026
Lifting facial em alta nas redes sociais exige avaliação individualizada, alerta cirurgião plástico
Especialista afirma que técnicas em evidência não servem para todos os pacientes e destaca que segurança e naturalidade dependem de diagnóstico personalizado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Maxima Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Celebridades e influenciadores têm impulsionado o interesse por procedimentos de rejuvenescimento facial, tornando técnicas como o deep plane lifting cada vez mais conhecidas nas redes sociais. O aumento da pressão estética e o uso de medicamentos para emagrecimento também modificaram o perfil dos pacientes, que passaram a procurar o lifting facial em idades mais jovens. Especialistas, no entanto, alertam que a escolha da técnica deve ser baseada em uma avaliação individualizada, e não em tendências.
Segundo o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a cirurgia facial evoluiu significativamente nas últimas décadas. Atualmente, o planejamento considera não apenas a pele, mas também ligamentos, musculatura, compartimentos de gordura, pescoço e dinâmica da expressão facial, permitindo resultados mais naturais e proporcionais.
Escolha da técnica depende da anatomia do paciente
Antes da cirurgia, o especialista analisa fatores como flacidez, volume facial, espessura da pele, posição das sobrancelhas, contorno da mandíbula, pescoço e histórico de procedimentos anteriores. Essa avaliação permite definir a abordagem mais adequada para cada caso e evitar expectativas incompatíveis com a realidade.
Entre as técnicas mais utilizadas está o lifting cervicofacial, indicado para tratar a flacidez da face e do pescoço. Outra opção é o lifting endoscópico, realizado com pequenas incisões no couro cabeludo, voltado principalmente para o terço superior e médio da face.
Técnica em evidência não é solução universal
Nos últimos meses, o deep plane lifting ganhou destaque nas redes sociais por atuar em planos mais profundos da face, reposicionando os tecidos com menor tensão sobre a pele. Apesar da popularidade, o procedimento não é indicado para todos os pacientes.
De acordo com o cirurgião, a indicação depende da anatomia, do grau de flacidez, da qualidade dos tecidos e da experiência do profissional. Em alguns casos, técnicas como o lifting pelo SMAS ou o minilifting podem oferecer resultados mais adequados, preservando a naturalidade e reduzindo riscos.
Objetivo é rejuvenescer sem modificar a identidade
Além dessas abordagens, o lifting temporal pode ser indicado para corrigir a queda lateral das sobrancelhas e melhorar o aspecto da região dos olhos. Dependendo da necessidade, a cirurgia também pode ser associada à blefaroplastia, enxertia de gordura, lipoaspiração cervical e tratamentos para melhora da qualidade da pele.
Segundo o especialista, a evolução tecnológica ampliou a precisão dos procedimentos e tornou possível individualizar ainda mais o planejamento cirúrgico. O objetivo, afirma, não é transformar a aparência do paciente, mas recuperar a sustentação dos tecidos, suavizar os sinais do envelhecimento e preservar as características naturais do rosto.
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