Responsabilidade Social • 11:24h • 28 de março de 2026
Linha de frente: conheça o trabalho do ICMBio para proteger a fauna brasileira do risco de extinção
Monitoramento permanente e dados de pesquisas constroem políticas públicas essenciais para a proteção das espécies presentes na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Ciro Albano
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza de forma contínua a avaliação do risco de extinção das espécies da fauna brasileira. Esse trabalho segue critérios técnicos e padronizados e é considerado um dos maiores esforços do mundo para diagnosticar a situação da biodiversidade.
A análise é conduzida por áreas técnicas do instituto, com participação de centros de pesquisa e da comunidade científica, no Brasil e no exterior. As informações são reunidas em uma plataforma digital que organiza os dados das espécies avaliadas. Desde 2017, mais de 14 mil espécies já tiveram informações disponibilizadas. O objetivo é identificar quais estão ameaçadas, entender os principais riscos e orientar políticas públicas de conservação, como a atualização da lista oficial de espécies ameaçadas.
A classificação segue critérios internacionais, que levam em conta fatores como tamanho da população, distribuição geográfica, fragmentação do habitat e ameaças existentes. Com base nesses dados, cada espécie é enquadrada em categorias que vão de menor preocupação até criticamente em perigo ou extinta. As espécies consideradas ameaçadas são classificadas como vulneráveis, em perigo ou criticamente em perigo.
O processo é permanente e permite reavaliações sempre que surgem novas informações, como registros recentes ou aumento das ameaças. O ICMBio busca avaliar todas as espécies de vertebrados do país. Já os invertebrados são analisados de forma prioritária, considerando sua importância ambiental, ecológica ou econômica.
As etapas incluem coleta de dados, consultas a especialistas, oficinas de avaliação, validação técnica e divulgação dos resultados. Todo o processo segue normas específicas para garantir transparência e qualidade das informações.
Atualmente, cerca de 8,36% das espécies da fauna brasileira estão em risco de extinção. Ao todo, mais de 15 mil espécies já foram avaliadas, sendo cerca de 1,2 mil classificadas como ameaçadas. Entre elas, estão anfíbios, aves, mamíferos, répteis, peixes e invertebrados.
Com base nesses dados, são criados planos de ação para proteger as espécies e reduzir impactos ambientais. Esses planos orientam medidas como fiscalização, licenciamento ambiental e criação de unidades de conservação.
A criação de áreas protegidas voltadas à preservação de espécies ameaçadas é um dos resultados desse trabalho. Exemplos incluem unidades criadas para proteger animais específicos em diferentes regiões do país.
Enquanto o ICMBio é responsável pela fauna, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro atua na avaliação das espécies da flora. Após os estudos, os relatórios são enviados ao Ministério do Meio Ambiente, responsável por divulgar a lista oficial de espécies ameaçadas no Brasil.
Esse trabalho também tem impacto internacional. O instituto participa de encontros globais sobre conservação, contribuindo com dados que ajudam a definir ações para proteger espécies migratórias e orientar decisões conjuntas entre países.
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