Ciência e Tecnologia • 20:00h • 29 de junho de 2026
Lua de Morango poderá ser observada nesta segunda, mas o nome engana: ela não fica rosa
Lua Cheia atinge seu ápice às 20h56 e poderá ser vista a olho nu; nome tem origem em tradições indígenas da América do Norte e não está relacionado à cor do satélite
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Urania Planetário | Foto: Âncora1/Ilustração
Quem olhar para o céu na noite desta segunda-feira (29) poderá acompanhar a chamada Lua de Morango, nome popular dado à Lua Cheia de junho. Apesar da curiosidade que a expressão desperta todos os anos, o fenômeno não faz a Lua mudar de cor. O satélite natural da Terra continuará com sua aparência habitual, atingindo oficialmente a fase cheia às 20h56 (horário de Brasília).
O nome, na verdade, surgiu entre povos indígenas da América do Norte, que utilizavam os ciclos lunares para marcar períodos importantes do calendário agrícola, como a época da colheita dos morangos silvestres.
O nome é cultural, não astronômico
Do ponto de vista da Astronomia, a Lua de Morango não possui características diferentes das demais luas cheias do ano.
Segundo o astrônomo Prof. Dr. Marcos Calil, trata-se apenas de uma denominação tradicional, preservada ao longo do tempo por razões históricas e culturais.
A ideia de que a Lua ficará rosada ou avermelhada é um equívoco bastante comum, mas sem fundamento científico.
Melhor horário para observar
Embora a Lua alcance oficialmente a fase cheia às 20h56, o momento mais bonito para observá-la costuma acontecer logo após o pôr do sol, quando ela surge no horizonte leste.
Nessa fase inicial da noite, o satélite pode apresentar tons amarelados ou alaranjados. Essa coloração não está relacionada ao fenômeno da Lua de Morango, mas sim ao efeito da atmosfera terrestre, que filtra parte da luz refletida.
Outro efeito bastante conhecido é a chamada Ilusão da Lua, que faz o satélite parecer maior quando está próximo ao horizonte. Trata-se apenas de uma percepção visual do cérebro humano, sem qualquer alteração real no tamanho da Lua.
Não é preciso telescópio
Segundo Marcos Calil, qualquer pessoa pode acompanhar o fenômeno sem equipamentos especiais. Basta procurar um local com boa visibilidade para o horizonte leste logo após o anoitecer. A observação também pode render boas fotografias, inclusive utilizando câmeras de celulares.
O astrônomo destaca que eventos como esse ajudam a despertar o interesse pela Astronomia e aproximam o público da ciência por meio da observação do céu.
Uma oportunidade para olhar mais para o céu
Mesmo sem mudanças de cor, a Lua de Morango continua sendo uma das luas cheias mais conhecidas do calendário por causa da tradição associada ao seu nome.
Fenômenos como esse mostram como diferentes culturas utilizaram a observação do céu para organizar atividades agrícolas, marcar as estações do ano e compreender melhor a passagem do tempo, uma relação que permanece despertando curiosidade até hoje.
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