Variedades • 14:10h • 15 de abril de 2026
Luz azul: entenda os riscos da exposição prolongada às telas
Especialista alerta para efeitos do uso excessivo de dispositivos e orienta hábitos para reduzir impactos no dia a dia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Trama Assessoria | Foto: Divulgação
A presença constante de telas na rotina tem ampliado a exposição à chamada luz azul, emitida por celulares, computadores, televisores e lâmpadas LED. Embora essa radiação também faça parte da luz natural, o uso intenso de fontes artificiais, especialmente à noite, tem levantado preocupações sobre seus efeitos na saúde ocular e no bem-estar.
Entre os sintomas mais comuns associados ao excesso de exposição estão fadiga ocular, ressecamento dos olhos, ardência, visão turva e dores de cabeça. Esses sinais costumam aparecer em pessoas que passam longos períodos diante de dispositivos eletrônicos, sem pausas adequadas.
Segundo o oftalmologista Celso Cunha, consultor da HOYA Vision Care, a exposição prolongada pode desencadear processos prejudiciais ao organismo. “A exposição crônica e intensa à luz azul pode provocar reações fotoquímicas que afetam as células da retina e, ao longo do tempo, elevar o risco de doenças como a degeneração macular”, afirma.
Além do desconforto visual, outro ponto de atenção é o impacto no sono. A luz azul emitida por telas durante a noite pode interferir na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono. Essa interferência pode dificultar o adormecer e comprometer a qualidade do descanso.
Entre os principais problemas associados à exposição excessiva estão a fadiga ocular digital, o ressecamento dos olhos, possíveis danos à retina a longo prazo e alterações no ritmo biológico. Ainda que parte dos estudos esteja em andamento, especialistas reforçam a necessidade de prevenção diante do aumento do tempo de uso de telas.
Para reduzir os impactos, algumas medidas simples podem ser adotadas no dia a dia. Evitar o uso de dispositivos eletrônicos entre 30 minutos e uma hora antes de dormir é uma das principais recomendações. Ajustar o brilho das telas de acordo com o ambiente também ajuda a diminuir o esforço visual.
Outra orientação é fazer pausas regulares durante o uso contínuo. A regra 20-20-20 é uma das mais indicadas: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto distante, o que contribui para relaxar a visão e reduzir o cansaço.
O avanço da tecnologia e a hiperconectividade transformaram a relação com as telas, tornando essencial a adoção de hábitos mais equilibrados. A atenção à exposição à luz azul passa a ser um dos pontos centrais para preservar a saúde ocular e o bem-estar ao longo do tempo.
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