Ciência e Tecnologia • 11:00h • 18 de março de 2026
Maioria dos profissionais já usa inteligência artificial, mas empresas ainda não têm políticas
Pesquisa mostra que maioria dos profissionais já utiliza IA no trabalho, mas poucas empresas têm políticas definidas sobre o uso da tecnologia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Multiversos Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
O uso de inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho em muitas empresas, mesmo sem adoção oficial. Um levantamento do Panorama Nacional 2025 - IA e o Futuro do Trabalho aponta que 79,1% dos profissionais utilizam ferramentas de IA no dia a dia, enquanto apenas 23,7% afirmam que suas empresas possuem políticas claras sobre o tema. O cenário indica avanço rápido da tecnologia, mas sem o mesmo ritmo de organização interna.
Segundo a consultora Mariah Sathler, especialista em implementação de IA em pequenas e médias empresas, esse uso informal tem se tornado comum e ocorre, em grande parte, por iniciativa dos próprios colaboradores. A tecnologia acaba sendo incorporada como apoio em tarefas operacionais, como produção de textos, organização de informações e respostas automatizadas, sem integração com estratégias maiores do negócio.
Esse modelo, no entanto, traz riscos relevantes, principalmente relacionados à segurança da informação. Sem diretrizes claras, há possibilidade de compartilhamento indevido de dados sensíveis, como informações de clientes, contratos e conteúdos internos em plataformas abertas, o que pode gerar exposição estratégica para as empresas.
A especialista aponta que a ausência de políticas internas também pode levar a desperdício de recursos. O uso sem planejamento tende a não gerar retorno consistente, mesmo com investimentos em ferramentas ou assinaturas, especialmente entre pequenos e médios negócios.
Dados do IBGE reforçam o estágio intermediário de adoção da tecnologia no país. A Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec) indica que 41,9% das empresas brasileiras com 100 ou mais funcionários utilizam inteligência artificial. Apesar do crescimento, o número ainda mostra que a aplicação estruturada está longe de ser universal.
Entre empresas menores, o uso costuma ser ainda mais pontual e concentrado em tarefas específicas. A diferença entre experimentar e integrar a tecnologia, segundo a análise, está na formalização de processos, com definição de regras, limites e objetivos claros para a utilização da IA.
A recomendação é que as empresas estabeleçam diretrizes simples, definindo quais ferramentas são autorizadas, quais tipos de informação podem ser utilizados e em quais áreas a tecnologia pode atuar. Esse tipo de organização tende a reduzir riscos e aumentar a eficiência do uso.
A expectativa é que, a partir de 2026, o uso da inteligência artificial avance para um estágio mais estruturado dentro das empresas, com maior integração aos sistemas e processos internos. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso pontual e passa a atuar de forma estratégica, desde que acompanhada de planejamento e gestão adequada.
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