Variedades • 17:29h • 19 de julho de 2026
Mais de 1 bilhão de jovens correm risco de perder a audição pelo uso excessivo de fones de ouvido
Especialista alerta que volume alto e exposição prolongada podem provocar danos permanentes; regra dos 60% ajuda a preservar a saúde auditiva
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Os fones de ouvido fazem parte da rotina de milhões de pessoas, mas o uso em volume elevado e por longos períodos pode causar danos irreversíveis à audição. Um estudo publicado na revista científica BMJ Global Health estima que mais de 1 bilhão de jovens entre 12 e 34 anos estejam sob risco de desenvolver perda auditiva devido à exposição frequente a sons intensos, seja por fones de ouvido ou ambientes com ruído elevado.
Segundo o otorrinolaringologista Guilherme Horbilon, o problema não está no uso do equipamento, mas na forma como ele é utilizado. Quanto maior o volume e maior o tempo de exposição, maior o risco de lesões permanentes no sistema auditivo.
Apenas 30 minutos em volume muito alto já representam risco
De acordo com o especialista, permanecer exposto diariamente a um som de 92 decibéis por mais de 30 minutos já aumenta significativamente a possibilidade de danos irreversíveis.
A exposição intensa pode provocar dor nos ouvidos, zumbido e perda auditiva súbita. Já o contato repetitivo ao longo dos anos costuma causar uma perda lenta, progressiva e permanente, muitas vezes percebida apenas quando já está instalada.
"O uso prolongado de fones de ouvido está cada vez mais frequente e isso tem causado perda auditiva semelhante àquela induzida por máquinas em grandes indústrias em seus trabalhadores", explica o médico.
A regra dos 60% pode fazer diferença
Para reduzir os riscos, o especialista recomenda manter o volume em até 60% da capacidade máxima do aparelho e fazer pausas regulares, retirando os fones por alguns minutos a cada duas horas de uso.
Outro cuidado importante está na escolha do equipamento. Segundo Horbilon, os modelos com conchas externas, que isolam melhor os ruídos do ambiente, permitem ouvir músicas em volumes menores, oferecendo maior proteção quando comparados aos fones intra-auriculares.
O silêncio também protege a saúde
Além da perda auditiva, a exposição constante a sons elevados pode favorecer estresse, irritabilidade, dificuldade de concentração, aumento da pressão arterial e zumbidos.
Por isso, reservar momentos de silêncio ao longo do dia também faz parte dos cuidados com a saúde auditiva e mental.
"A vida nas grandes cidades nos expõe continuamente a diferentes estímulos sonoros. Reduzir esses estímulos ajuda o organismo a relaxar, favorece a concentração e pode contribuir para a saúde mental", afirma o especialista.
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