Classificados • 19:29h • 06 de janeiro de 2026
Mais de 230 mil vagas: 2026 deve marcar boom de concursos públicos
Levantamento aponta mais de 230 mil vagas previstas para 2026 em seleções federais, estaduais e municipais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da M2 Comunicação Jurídica | Foto: Arquivo/Âncora1
O ano de 2026 deve marcar um dos períodos mais intensos para concursos públicos no Brasil nos últimos dez anos. Um levantamento nacional da Associação de Apoio aos Concursos e Exames, a Aconexa, projeta a abertura de mais de 230 mil vagas ao longo do ano, somando oportunidades nas esferas federal, estadual e municipal. A estimativa considera dados públicos, autorizações em andamento, déficit de servidores e projeções orçamentárias já aprovadas.
Segundo a entidade, o volume expressivo de vagas está diretamente ligado a fatores estruturais da administração pública, como aposentadorias represadas nos últimos anos, recomposição de quadros em áreas essenciais e criação de novos cargos. O cenário indica um ciclo de reposição necessário para manter o funcionamento de serviços estratégicos do Estado.
De acordo com Marco Antonio Araujo Jr., presidente da Aconexa, o movimento não é pontual e tende a se espalhar por diferentes setores. Ele explica que o estudo aponta expectativa de mais de 230 mil vagas em todo o país, impulsionadas principalmente pela necessidade de recomposição de pessoal. Para ele, trata-se de um ajuste inevitável após anos de restrições, contingenciamentos e acúmulo de aposentadorias.
Concursos federais concentram maior expectativa
No âmbito federal, a Aconexa identifica forte demanda por novos servidores em carreiras consideradas essenciais. Entre os concursos mais aguardados estão seleções para o INSS, com previsão de milhares de vagas para técnicos e analistas, além de novos editais na Receita Federal, voltados a auditores-fiscais e analistas tributários.
Também aparecem no radar concursos para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, com expectativa de reforço do efetivo em diferentes cargos. O IBGE segue como destaque pela tradição de contratações temporárias ligadas a pesquisas e levantamentos nacionais. Banco Central, Tribunal de Contas da União e Controladoria-Geral da União completam a lista de órgãos com indicativos de novos provimentos, especialmente em áreas técnicas, de controle e auditoria.
Além da esfera federal, estados e municípios devem intensificar seleções em setores como educação, saúde, segurança pública e administração, áreas historicamente afetadas por déficit de pessoal.
Sem Concurso Nacional Unificado, mas com cenário favorável
Mesmo sem uma nova edição do Concurso Nacional Unificado em 2026, o cenário permanece considerado positivo. A Aconexa destaca que a ausência do CNU não impede o avanço de concursos individuais nem a convocação de aprovados em seleções já realizadas.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou publicamente que não haverá CNU em 2026, priorizando a chamada de excedentes e a execução de concursos em andamento. A decisão está alinhada tanto ao calendário eleitoral quanto às limitações administrativas típicas de um ano desse tipo.
Orçamento e respaldo legal fortalecem expectativas
O ambiente favorável aos concursos é reforçado pela sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, publicada no início de janeiro, que estabelece metas fiscais e parâmetros para despesas com pessoal. A norma prevê superávit primário e cria respaldo legal para autorizações de novos certames e nomeações, desde que respeitados os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O Orçamento de 2026, já aprovado pelo Congresso Nacional, prevê 163.802 vagas apenas no âmbito federal, sendo 78.674 destinadas à criação de cargos e 85.128 para provimento. As vagas estão distribuídas entre os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além de órgãos autônomos, reforçando a expectativa de editais e convocações ao longo do ano.
Para a Aconexa, o conjunto de fatores indica que 2026 tende a ser um ano decisivo para quem se prepara para concursos públicos. A combinação de orçamento aprovado, déficit histórico de servidores e necessidade de recomposição administrativa cria um ambiente considerado um dos mais promissores da última década.
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