Gastronomia & Turismo • 17:15h • 20 de setembro de 2026
Mais de 300 ações em 227 cidades: mapa da inclusão revela mudanças no turismo paulista
Novo manual apresenta soluções de acessibilidade adotadas em diferentes regiões paulistas e reúne exemplos que podem ser adaptados por outros destinos turísticos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SDPcD SP | Foto: Divulgação
Viajar, visitar um museu, aproveitar uma praia, participar de uma festa tradicional ou conhecer uma atração turística ainda pode envolver barreiras para parte da população. Um novo manual lançado em São Paulo reúne 15 experiências de turismo inclusivo desenvolvidas no estado e mostra soluções adotadas em destinos, equipamentos culturais, eventos, hotéis e programas municipais para ampliar a acessibilidade.
A publicação "Turismo Inclusivo e Competitividade no Estado de São Paulo - Estudo de Boas Práticas" é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).
Os exemplos atravessam diferentes formas de viajar e aproveitar uma cidade. Há experiências em turismo de natureza, praias, cultura, esporte, hospedagem, turismo industrial e grandes eventos, mostrando que acessibilidade não se limita à instalação de rampas ou à eliminação de barreiras físicas.
Praia, museu, futebol e até turismo industrial
Entre as experiências estudadas estão o Programa Praia Acessível, em Caraguatatuba, a Onda BGF, em Bertioga, a Festa da Uva, em Jundiaí, e a Linha Inclusiva no Turismo Industrial, em São Bernardo do Campo.
Também aparecem iniciativas do Museu do Futebol, Museu do Ipiranga e Pinacoteca, na capital paulista, além do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, em Tupã, Projeto Pé na Estrada, em São Sebastião, Rede dos Sonhos, em Socorro, Sabina, em Santo André, Sesc Bertioga e Moinho Povos Unidos, em Holambra. Experiências desenvolvidas em Santos e em grandes eventos da cidade de São Paulo completam a seleção.
O estudo considera diferentes dimensões da acessibilidade, incluindo aspectos arquitetônicos, comunicacionais, metodológicos, instrumentais, programáticos, atitudinais e estéticos. As experiências atendem públicos como pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, pessoas autistas e pessoas com 60 anos ou mais.
Praia, museu e até Festa da Uva: experiências mostram como SP está tornando o turismo mais acessível
Mais de 300 ações foram encontradas em 227 municípios
As 15 experiências não surgiram de uma seleção isolada. O projeto realizou um levantamento mais amplo sobre turismo acessível em São Paulo, com participação de pesquisadores, profissionais das áreas de acessibilidade e inclusão, pessoas com deficiência e representantes da sociedade civil.
O trabalho envolveu entrevistas, análise de documentos, observação, visitas técnicas e contato com os responsáveis pelas iniciativas. As experiências selecionadas serviram de base para o reconhecimento das 15 Boas Práticas de Turismo Inclusivo 2026.
A dimensão do levantamento aparece em uma segunda publicação, chamada "Turismo Inclusivo e Competitividade no Estado de São Paulo - Iniciativas que Inspiram". A pesquisa identificou mais de 300 ações de acessibilidade e inclusão em 227 municípios paulistas.
As duas publicações foram elaboradas para documentar soluções que já estão sendo utilizadas e permitir que experiências bem-sucedidas sirvam de referência para adaptações em outros destinos, equipamentos e atividades turísticas. Os materiais podem ser consultados gratuitamente no site do projeto.
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