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Educação • 15:05h • 17 de dezembro de 2025

Mais de 60% das crianças até seis anos passam três horas por dia em telas, aponta estudo

Especialista alerta para impactos no aprendizado, na atenção e nas relações sociais já na primeira infância

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Betini Comunicação | Foto: Divulgação

Pesquisa aponta que maioria das crianças pequenas passa horas diante de telas
Pesquisa aponta que maioria das crianças pequenas passa horas diante de telas

O uso de telas por longos períodos já faz parte da rotina da maioria das crianças brasileiras, inclusive na primeira infância. Pesquisa “Panorama da Primeira Infância”, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, mostra que mais de 60% das crianças de até seis anos utilizam celulares, televisões ou tablets por duas a três horas diárias. O levantamento também aponta que 78% das crianças de até três anos usam telas todos os dias, embora 58% dos pais reconheçam que esse hábito deveria ser limitado.

Segundo Sandra Cirillo, especialista em Educação Inclusiva e Psicopedagogia Escolar e coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II da Escola Gracinha, em São Paulo, o excesso de telas vai além da rotina doméstica e já se reflete no ambiente escolar. Ela explica que a exposição constante compromete a atenção, a concentração e o engajamento dos estudantes com os conteúdos pedagógicos.

De acordo com a especialista, o consumo excessivo cria uma relação de dependência que restringe o foco cognitivo. Crianças tendem a se manter atentas apenas a conteúdos mediados por algoritmos, que oferecem informações rápidas, superficiais e prontas, com pouco estímulo à reflexão, à criticidade e à elaboração do pensamento. Esse padrão, segundo ela, interfere diretamente nos processos de aprendizagem.

Os prejuízos também atingem as relações interpessoais. Diferentemente do ambiente digital, as interações presenciais exigem negociação, convivência com diferenças e resolução de conflitos. O afastamento provocado pelo uso excessivo de telas pode dificultar o desenvolvimento dessas habilidades e reduzir a capacidade de lidar com frustrações próprias da vida em grupo.

Nesse contexto, o resgate do brincar aparece como alternativa central. Para Sandra Cirillo, atividades lúdicas oferecem outras formas de prazer, interação e pertencimento. Brincadeiras, jogos e experiências ao ar livre ajudam crianças e adolescentes a descobrir modos mais ativos e coletivos de entretenimento, reduzindo a percepção de que as telas são a única fonte possível de diversão.

Segundo a especialista, quando envolvidas em atividades que despertam interesse e promovem integração, muitas crianças acabam se afastando espontaneamente dos dispositivos digitais. O envolvimento em experiências significativas favorece a criatividade, o engajamento social e o desenvolvimento emocional.

Na escola, propostas que estimulam interação humana e autoria tendem a ser mais eficazes. Jogos, brincadeiras, atividades artísticas e corporais, além de projetos colaborativos, fortalecem o senso de pertencimento e colaboração. Essas práticas contribuem para o desenvolvimento cognitivo, da empatia, da resolução de problemas, da coordenação motora e da atenção.

Sandra Cirillo destaca que o desafio está em tornar essas propostas tão atrativas quanto as telas. Para isso, as atividades precisam ser frequentes, adequadas à faixa etária e alinhadas aos interesses dos estudantes. Ela ressalta ainda a importância do engajamento da equipe pedagógica, para que as propostas tenham sentido e continuidade no cotidiano escolar.

Para a especialista, o caminho não é excluir a tecnologia, mas buscar equilíbrio. Recursos digitais fazem parte da vida contemporânea e também podem contribuir para o aprendizado. No entanto, a escola segue sendo o espaço da presença, das relações humanas e da inventividade. Nesse equilíbrio entre tecnologia e ludicidade, segundo ela, está uma das chaves para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

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