Mundo • 10:25h • 08 de julho de 2026
Maricá, no litoral do Rio, registra tremor de terra de magnitude 3.0
Abalo sísmico foi considerado de “baixa magnitude”
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: JooHenrique/Adobe Stock
Um tremor de terra de magnitude 3,0 foi registrado na costa do Rio de Janeiro, a cerca de 60 quilômetros de Maricá, às 17h59 do último sábado (4). O abalo sísmico foi monitorado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e classificado como de baixa magnitude. Para comparação, os terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho e causaram milhares de mortes tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5.
A Rede Sismográfica Brasileira é responsável pelo monitoramento da atividade sísmica em todo o país e reúne pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O tremor foi registrado pelo Centro de Sismologia da USP. Segundo os especialistas, trata-se de um sismo raso, com profundidade estimada entre zero e 10 quilômetros.
De acordo com o sismólogo Gilberto Leite, do Observatório Nacional, abalos dessa intensidade são relativamente comuns na costa da Região Sudeste, embora raramente sejam percebidos pela população. Segundo ele, o Brasil registra pequenos tremores com frequência devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre, mas a maioria apresenta baixa magnitude e não provoca impactos.
A margem sudeste do litoral brasileiro é considerada a principal área de atividade sísmica em alto-mar do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma recorrente. Entre os dias 26 e 30 de junho, por exemplo, foram registrados nove tremores próximos ao município de Saquarema, no litoral fluminense. O maior deles atingiu magnitude 2,5.
Há pouco mais de um mês, em 21 de maio, outro tremor de magnitude 3,3 foi registrado na costa de Maricá. Em ambos os casos, não houve relatos de pessoas que tenham sentido os abalos.
Os especialistas ressaltam que, embora o monitoramento seja contínuo, ainda não é possível prever a evolução da atividade sísmica ou antecipar a ocorrência de novos tremores na região.
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