Responsabilidade Social • 16:11h • 25 de março de 2026
Março Amarelo Pet alerta para risco silencioso nos rins dos pets
Campanha de março reforça importância de exames regulares e identificação precoce em cães e gatos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Camejo Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A campanha Março Amarelo Pet chama atenção para a Doença Renal Crônica (DRC), uma condição comum em cães e gatos que evolui de forma silenciosa e, na maioria dos casos, só apresenta sintomas em estágios avançados. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é essencial para garantir mais qualidade de vida aos animais.
A doença está entre as principais causas de morte em pets idosos, o que reforça a necessidade de acompanhamento veterinário ao longo da vida. Segundo a médica veterinária nefrologista Duane Vendramini, muitas vezes os sinais aparecem quando o comprometimento já é significativo, o que dificulta o tratamento.
Entre os sintomas que podem indicar alterações renais estão aumento ou diminuição da urina, sede excessiva, perda de peso, falta de apetite, vômitos, diarreia e apatia. Embora sejam sinais inespecíficos, a orientação é procurar avaliação clínica ao notar qualquer mudança no comportamento do animal.
A prevenção passa por exames periódicos, que podem ser anuais ou semestrais, especialmente em animais mais velhos. O exame de SDMA tem sido utilizado como aliado no diagnóstico precoce, por detectar alterações antes mesmo de exames tradicionais indicarem problemas.
A hidratação também é um fator importante. Estimular o consumo de água, principalmente entre os gatos, pode ajudar na manutenção da saúde renal. O uso de fontes e a oferta de alimentação equilibrada são estratégias recomendadas.
Alguns fatores aumentam o risco da doença, como idade avançada, presença de outras condições crônicas, infecções e predisposição genética. Entre as raças de cães com maior suscetibilidade estão Beagle, Cocker Spaniel, Lhasa Apso, Maltês, Pastor Alemão, Poodle, Dachshund, Pinscher, Shih-Tzu e Schnauzer.
A campanha reforça que a atenção dos tutores é determinante para identificar sinais precoces e buscar orientação veterinária. Com acompanhamento adequado, é possível controlar a progressão da doença e prolongar o bem-estar dos animais.
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