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Responsabilidade Social • 10:22h • 05 de junho de 2026

Mata Atlântica tem menor índice de desmatamento em 40 anos

Levantamento mostra queda de 40% na supressão de florestas maduras do bioma e registra, pela primeira vez na série histórica, menos de 10 mil hectares desmatados

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do Ministério da Ciência | Foto: Arquivo Âncora1

O resultado é o menor índice já registrado desde o início da série histórica do documento e marca a primeira vez, em quatro décadas de acompanhamento contínuo, que o desmatamento anual das florestas maduras da Mata Atlântica fica abaixo de 10 mil hectares.
O resultado é o menor índice já registrado desde o início da série histórica do documento e marca a primeira vez, em quatro décadas de acompanhamento contínuo, que o desmatamento anual das florestas maduras da Mata Atlântica fica abaixo de 10 mil hectares.

O desmatamento das florestas maduras da Mata Atlântica caiu 40% entre 2024 e 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica. A área desmatada passou de 14.366 hectares para 8.668 hectares no período analisado.

O resultado representa o menor índice registrado desde o início da série histórica do levantamento e marca a primeira vez, em cerca de 40 anos de monitoramento, que a perda anual de florestas maduras do bioma fica abaixo de 10 mil hectares.

Atualmente, a Mata Atlântica preserva aproximadamente 24% de sua cobertura original. Desse total, cerca de 12,4% correspondem a florestas maduras, consideradas fundamentais para a conservação da biodiversidade e para o armazenamento de carbono.

Essas áreas são formadas por vegetação nativa mais antiga e preservada, sem registros recentes de desmatamento ou regeneração. Elas se caracterizam pela presença de árvores de grande porte, elevada diversidade de espécies e maior capacidade de absorção e retenção de carbono.

No Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, as florestas maduras são diferenciadas das florestas secundárias, que surgem após processos de regeneração de áreas anteriormente degradadas ou desmatadas.

De acordo com a coordenadora técnica do Atlas pelo Inpe, Silvana Amaral, os números reforçam uma tendência de redução contínua da devastação no bioma. Segundo ela, a série histórica aponta para uma queda expressiva do desmatamento, aumentando a expectativa de que a meta de desmatamento zero possa ser alcançada na Mata Atlântica.

Desenvolvido em parceria entre o Inpe e a Fundação SOS Mata Atlântica, o Atlas monitora fragmentos florestais mais preservados, com áreas superiores a três hectares. O trabalho complementa o sistema Prodes Mata Atlântica, responsável pelo acompanhamento da supressão de toda a vegetação nativa do bioma.

A integração dos dois sistemas amplia o conhecimento sobre as mudanças na Mata Atlântica e fornece informações importantes para a formulação de políticas públicas, ações de conservação e estratégias de combate ao desmatamento.

Os dados mais recentes mostram que o bioma mantém uma trajetória de redução na perda de vegetação nativa, reforçando a importância do monitoramento contínuo para orientar medidas de proteção ambiental.

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