Saúde • 14:29h • 24 de junho de 2026
Mau hálito no inverno? Entenda por que a halitose costuma piorar nos dias frios
Baixa umidade do ar, respiração pela boca e menor consumo de água estão entre os fatores que favorecem a halitose nos dias mais frios
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Dampress Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com a chegada do inverno, aumentam os casos de rinite, congestão nasal e outros problemas respiratórios típicos da estação. Junto com eles, outro incômodo também costuma ficar mais frequente: o mau hálito, conhecido pelos médicos como halitose.
Embora muita gente associe o problema apenas à higiene bucal, especialistas alertam que a halitose é uma condição multifatorial e pode estar relacionada a alterações na boca, no nariz, na garganta e até em algumas condições sistêmicas. Durante os meses mais frios, fatores ambientais contribuem para agravar o quadro.
Boca seca favorece o surgimento do problema
Segundo o médico otorrinolaringologista Francisco Leite dos Santos, uma das principais causas do mau hálito está na própria cavidade oral, especialmente no acúmulo de bactérias sobre a superfície da língua.
"O acúmulo de bactérias sobre a língua, principalmente na região posterior, favorece a produção de compostos sulfurados voláteis, substâncias responsáveis pelo odor desagradável", explica o especialista.
No inverno, a situação pode se intensificar devido à menor ingestão de líquidos e à baixa umidade do ar, que favorecem o ressecamento das mucosas e reduzem a produção de saliva.
A saliva exerce papel fundamental na limpeza natural da boca, ajudando a remover resíduos alimentares, controlar o crescimento de bactérias e manter o equilíbrio do ambiente bucal.
Problemas respiratórios também influenciam
Outro fator comum nesta época do ano é a respiração pela boca. Pessoas com rinite alérgica, sinusite ou congestão nasal costumam ter dificuldade para respirar pelo nariz e acabam recorrendo à respiração oral, o que aumenta ainda mais o ressecamento da boca.
Além disso, alterações na garganta também podem contribuir para o problema. Um exemplo são os cáseos amigdalianos, pequenos acúmulos de resíduos, bactérias e secreções que se formam nas amígdalas e podem causar odor desagradável.
"Nem todo caso de mau hálito tem origem odontológica. Alterações nasais e da garganta podem participar do problema, especialmente quando favorecem a respiração oral crônica ou o acúmulo de secreções", destaca o médico.
Como prevenir a halitose no inverno
Especialistas recomendam algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir o risco de mau hálito durante os meses mais frios:
- Manter boa hidratação ao longo do dia;
- Escovar os dentes regularmente;
- Higienizar a língua diariamente;
- Tratar adequadamente quadros de rinite e congestão nasal;
- Evitar longos períodos em jejum;
- Procurar avaliação médica em casos de obstrução nasal persistente.
Quando o problema se torna frequente ou persistente, a orientação é buscar avaliação médica e odontológica para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.
"O inverno costuma evidenciar problemas que já existiam de forma mais discreta ao longo do ano. Quando investigada corretamente, a halitose geralmente possui uma causa identificável e possibilidade de tratamento", conclui Francisco Leite dos Santos.
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