Mundo • 12:01h • 31 de janeiro de 2026
Maxfem denuncia venda de itens falsos, estima prejuízo de R$ 20 mi e aciona marketplaces na Justiça
Maxfem relata casos de consumidores que passaram mal após compra de itens falsificados e afirma manter ações judiciais contra plataformas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação
A Maxfem, empresa brasileira do segmento de saúde íntima feminina com sede no Rio de Janeiro, estima um prejuízo superior a R$ 20.000.000,00 em razão da falsificação de seus produtos, comercializados de forma irregular em marketplaces como Shopee e Mercado Livre. Segundo a empresa, o esquema ocorre há quase dois anos e já resultou em relatos de consumidoras que afirmam ter passado mal após o uso de itens falsificados.
De acordo com a Maxfem, os produtos adulterados são anunciados com preços significativamente abaixo dos praticados pela marca oficial, além de apresentarem diferenças em rótulos e embalagens. A situação ganhou maior visibilidade após o sucesso do Imunofem, um dos principais produtos da empresa, quando clientes começaram a questionar a procedência de itens adquiridos fora dos canais oficiais.
Segundo Thiago Braga, sócio da empresa, a primeira denúncia formal ao Mercado Livre foi feita em 1º de fevereiro de 2024, pouco depois da criação da marca, em janeiro do mesmo ano. Desde então, a empresa afirma realizar notificações recorrentes às plataformas, sem que o problema tenha sido totalmente contido.
O CEO e sócio Anderson Mesquita relata que o sucesso comercial do Imunofem e, posteriormente, do Sérum Clareador Íntimo da Maxfem, ampliou o interesse de falsificadores. Em 2025, o sérum passou a ser alvo do mesmo tipo de fraude, período em que o produto alcançou forte repercussão digital e liderança de vendas em sua categoria após o lançamento da TikTok Shop.
Segundo Anderson Mesquita, uma consumidora procurou a empresa relatando dores estomacais após o uso do produto. Ao solicitar informações sobre o lote, a cliente enviou imagens que indicavam se tratar de um item falsificado. Desde então, a Maxfem afirma receber diariamente reclamações de consumidoras que adquiriram produtos em marketplaces e relatam mal-estar, diferenças na composição descrita nos rótulos e alterações visuais nas embalagens.
A empresa afirma que seus produtos não são vendidos oficialmente na Shopee e que, diante da continuidade das ocorrências, ingressou com ações judiciais contra Shopee e Mercado Livre. De acordo com a Maxfem, casos semelhantes também foram identificados em outras plataformas, como Magazine Luiza e Shein.
Estrutura do esquema e impacto financeiro
Segundo Anderson Mesquita, o esquema de falsificação envolve uma quadrilha estruturada que atua em diferentes estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. De acordo com o relato, a operação inclui o recrutamento de pessoas para abertura de microempresas individuais usadas no cadastro das plataformas. A produção envolve a impressão de rótulos falsos e o uso de embalagens reaproveitadas de outras marcas, o que impede o consumidor de saber a real composição do produto adquirido.
O executivo afirma que a estimativa de prejuízo superior a R$ 20 milhões considera o volume de vendas irregulares, o crescimento da empresa em 2025 e relatos de faturamento apresentados por pessoas envolvidas no esquema. Segundo ele, em um único caso relatado à empresa, uma loja irregular teria movimentado R$ 500.000,00 em apenas uma semana com a venda do Imunofem.
Para a Maxfem, além do impacto financeiro, a situação representa risco à saúde das consumidoras e prejuízo à reputação da marca. A empresa afirma manter ações legais em andamento e reforça que a compra deve ser feita apenas por canais oficiais, enquanto cobra maior rigor das plataformas no combate à venda de produtos falsificados.
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