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Educação • 12:33h • 15 de agosto de 2026

Medicina além da sala de aula: alunos da FEMA levam atendimento a comunidades indígenas em Dourados

Integrantes da IFMSA Brazil FEMA participaram pela terceira vez da Missão Univida, com atendimentos em saúde, distribuição de doações e atividades de apoio às comunidades de Dourados

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Fema | Foto: Divulgação

Estudantes de Medicina da FEMA passam sete dias em aldeias indígenas durante missão no Mato Grosso do Sul
Estudantes de Medicina da FEMA passam sete dias em aldeias indígenas durante missão no Mato Grosso do Sul

Estudantes do curso de Medicina da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) participaram de uma experiência que levou a formação para além das salas de aula e dos ambientes tradicionais de atendimento. Integrantes da IFMSA Brazil FEMA passaram sete dias em comunidades indígenas de Dourados, no Mato Grosso do Sul, durante mais uma edição da Missão Univida.

Esta foi a terceira participação de estudantes e professores ligados à IFMSA Brazil FEMA no projeto. Para integrar a missão, é necessário ser filiado à organização.

Durante os sete dias, os participantes percorreram diferentes aldeias e desenvolveram atividades ao longo de todo o dia. A proposta é baseada na atuação de uma equipe multiprofissional, reunindo voluntários da saúde e de outras áreas para atender às necessidades encontradas em cada comunidade.

Atendimento vai além da Medicina

As ações de saúde envolveram consultas e atendimentos nas áreas de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, com atenção também às crianças e famílias das comunidades atendidas.

A participação dos estudantes, porém, não ficou restrita aos atendimentos. A experiência envolve uma imersão na rotina das aldeias e exige que os voluntários assumam diferentes tarefas durante a missão.

Limpeza e organização dos espaços, preparação e distribuição de alimentos, atividades recreativas e apoio às demais frentes de trabalho também fizeram parte da programação.

A dinâmica permite que os participantes vivenciem uma realidade na qual diferentes profissões e funções precisam atuar de maneira integrada. Além da experiência relacionada à futura atuação médica, os estudantes desenvolvem trabalho em equipe e entram em contato direto com contextos sociais distintos daqueles encontrados na rotina acadêmica.


Doações também chegam às comunidades

Outro eixo da Missão Univida é a distribuição de itens arrecadados anteriormente pelos participantes e colaboradores.

Roupas, alimentos e presentes foram levados às comunidades indígenas e distribuídos durante a passagem das equipes pelas aldeias, de acordo com as demandas encontradas.

A combinação entre assistência em saúde, apoio social e participação nas atividades cotidianas transforma a missão em uma experiência de imersão para os estudantes.

O contato direto com as comunidades também amplia a percepção sobre desafios que podem interferir na saúde e na qualidade de vida e que nem sempre podem ser compreendidos apenas dentro de uma consulta ou durante a formação convencional.

Terceira participação cria continuidade

A presença da IFMSA Brazil FEMA pela terceira vez na Missão Univida também representa a continuidade de uma trajetória iniciada por estudantes e professores que participaram das primeiras edições.

Novos integrantes passam a fazer parte do projeto a cada missão, enquanto a experiência acumulada pelos participantes anteriores ajuda a manter a presença da organização na iniciativa.

A Missão Univida é um projeto filantrópico que desenvolve trabalhos junto a populações indígenas em diferentes regiões brasileiras. Além de Dourados, há ações em comunidades do Amazonas, reunindo voluntários de diferentes áreas em atividades de saúde, assistência e apoio social.

Para os estudantes da FEMA, a participação aproxima a formação acadêmica de situações concretas e proporciona contato com diferentes realidades sociais. A experiência também fortalece aspectos como atuação multiprofissional, colaboração, capacidade de adaptação e trabalho em equipe, elementos que acompanham os participantes durante os sete dias dentro das comunidades.

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