Saúde • 19:38h • 02 de maio de 2026
Medo da anestesia ainda é maior que o da cirurgia e nasce da desinformação
Avanços na medicina tornaram o procedimento seguro, mas insegurança persiste entre pacientes
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Tree Assessoria | Foto: Divulgação
Mesmo com os avanços da medicina, o receio da anestesia ainda é mais comum do que o medo da própria cirurgia. A apreensão aparece com frequência antes dos procedimentos e costuma estar ligada a dúvidas como não acordar, sentir dor ou perder o controle durante a operação.
Segundo o anestesiologista Dr. Jorge Luiz Andrade, vice-presidente da Unimed Nova Iguaçu, esse temor é compreensível, mas não acompanha a realidade atual da medicina. “Esse medo está muito mais associado à falta de informação do que ao risco real do procedimento”, explica.
Tecnologia e protocolos reduziram riscos
A anestesia moderna é baseada em monitoramento contínuo, tecnologia avançada e protocolos rigorosos de segurança. Antes de qualquer cirurgia, o paciente passa por uma avaliação detalhada, que considera histórico clínico, exames e características do procedimento.
Esse planejamento individualizado elimina decisões padronizadas e permite maior controle durante toda a intervenção.
Apesar disso, a percepção de risco ainda é elevada, muitas vezes influenciada por relatos antigos ou experiências mal contextualizadas, de um período em que os recursos eram mais limitados.
Distância entre médico e paciente aumenta insegurança
Outro fator que contribui para o medo é a pouca familiaridade com o anestesiologista. Diferente de outros profissionais, ele costuma ter contato mais breve com o paciente, o que pode gerar insegurança.
Para o especialista, a consulta pré-anestésica é essencial justamente para reduzir esse distanciamento. É nesse momento que o paciente pode esclarecer dúvidas e entender como será conduzido o procedimento. Quando há compreensão do processo, a tendência é que a ansiedade diminua.
Riscos existem, mas são raros e controlados
Como qualquer ato médico, a anestesia envolve riscos. No entanto, complicações graves são consideradas raras, especialmente com os padrões atuais de segurança.
Durante a cirurgia, o anestesiologista acompanha em tempo real funções vitais como respiração, pressão arterial e batimentos cardíacos, atuando diretamente na estabilidade do paciente.
Além disso, o controle da dor e o suporte durante todo o procedimento fazem da anestesia uma etapa central na segurança cirúrgica.
Informação é chave para reduzir o medo
A sensação de perda de controle, comum entre pacientes, está diretamente ligada à falta de entendimento sobre o que acontece durante a cirurgia.
Para o Dr. Jorge Luiz Andrade, a mudança dessa percepção depende de comunicação clara. “Quando o paciente entende que há um especialista dedicado exclusivamente à sua segurança, a visão sobre a anestesia muda completamente”, afirma.
Nesse cenário, o acesso à informação confiável e o diálogo com a equipe médica são fundamentais para transformar o medo em confiança.
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