Saúde • 09:15h • 21 de março de 2026
Menopausa aumenta risco de doenças cardiovasculares; veja sintomas e saiba como se prevenir
Após o início da menopausa, o acompanhamento com cardiologista é essencial para a manutenção da saúde cardiovascular
Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
A menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares. No fim da fase reprodutiva feminina, o corpo da mulher sofre com uma série de alterações químicas e físicas. Uma das principais é a diminuição dos níveis do hormônio estrogênio, que funciona como um protetor do sistema cardiovascular. As mudanças dos níveis hormonais podem facilitar quadros de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas fatais e debilitantes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cardiopatias são a principal causa de morte entre as mulheres no mundo, sendo responsáveis por um terço da mortalidade feminina. O cardiologista do Hospital do Servidor Público (HSPE) de São Paulo, José Marcos Moreira, explica que a menopausa é uma fase que exige atenção redobrada a doenças cardiovasculares.
“A menopausa pode causar um aumento do risco de doença arterial coronária, justamente pela diminuição do estrogênio. As mulheres ficam mais suscetíveis a infarto do miocárdio, AVC e à insuficiência cardíaca”, informa.
Sintomas
A menopausa geralmente se inicia entre 45 e 55 anos. Os sintomas mais comuns em mulheres que infartam nessa fase da vida são:
- Cansaço extremo e incomum – fadiga intensa, muitas vezes sem esforço aparente.
- Falta de ar – dificuldade para respirar, que pode ocorrer com ou sem esforço.
- Desconforto torácico atípico – sensação de peso, pressão, queimação ou aperto no peito, em vez de dor aguda.
- Dores em outras áreas do corpo – dor que irradia para as costas, pescoço, mandíbula, garganta ou abdome.
- Suor excessivo (sudorese fria) – transpiração intensa e fria.
- Sintomas digestivos – náuseas, vômitos ou indigestão severa.
- Palpitações – sensação de batimentos cardíacos irregulares ou acelerados.
- Tontura ou desmaio – sensação de fraqueza ou vertigem.
Prevenção
O ideal é a mulher iniciar o acompanhamento com cardiologista a partir dos 45 anos, além de realizar exames cardiovasculares e metabólicos periodicamente. O cardiologista ressalta que o diagnóstico de condições cardíacas é difícil nessa população. “O reconhecimento é mais complicado, porque a dor é menos típica, mais difusa e, muitas vezes, subestimada. Existem pacientes que nem relatam dor no peito. Esses fatores atrasam o diagnóstico, aumentando a mortalidade”, acrescenta Moreira
Além da consulta médica, algumas mudanças no estilo de vida da mulher na menopausa são eficazes para proteger o coração. É primordial adotar uma rotina de atividades físicas, dormir de 7h a 8h por noite, cessar o tabagismo e moderar o consumo de álcool. Também contribui ter uma alimentação balanceada – especialmente a dieta mediterrânea com peixe, frutas, leguminosas, vegetais e azeite de oliva – e controlar o estresse por meio de meditação, ioga ou técnicas respiratórias.
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