Economia • 18:40h • 06 de janeiro de 2026
Mercado financeiro eleva projeção de inflação para 4,06% em 2026, aponta Focus
Primeiro boletim do ano do Banco Central indica estabilidade nas expectativas para PIB, câmbio e Selic
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
O mercado financeiro passou a projetar inflação de 4,06% para 2026, segundo o primeiro Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 5 de janeiro, pelo Banco Central. A estimativa representa alta marginal de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior, quando a projeção era de 4,05%.
A inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. A leve variação interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas de queda nas expectativas para 2026. Há um mês, o mercado projetava inflação de 4,16% para o período.
Para os anos seguintes, as estimativas permanecem estáveis há nove semanas. O mercado projeta inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% em 2028.
Meta de inflação segue como referência
A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional e está fixada em 3% para 2025, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5% sem descumprimento do objetivo.
A prévia da inflação oficial de dezembro, medida pelo IPCA-15, ficou em 0,25%, levando o acumulado de 12 meses a 4,41%, dentro do limite superior da meta. Foi o segundo mês consecutivo em que o indicador permaneceu dentro da margem de tolerância. Os dados foram divulgados pelo IBGE.
PIB mantém projeções de crescimento moderado
As expectativas para o crescimento da economia brasileira seguem estáveis. O mercado projeta avanço de 1,8% do Produto Interno Bruto em 2026, o mesmo percentual esperado para 2027. Para 2028, a estimativa é de crescimento de 2%.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é um dos principais termômetros da atividade econômica.
Câmbio e Selic permanecem inalterados
No câmbio, o mercado financeiro mantém há 12 semanas a projeção de que o dólar encerrará 2026 cotado a R$ 5,50. Para 2027, a estimativa segue no mesmo patamar, enquanto para 2028 a projeção é de R$ 5,52.
Já a taxa básica de juros, a Selic, que fechou 2025 em 15% ao ano, deve recuar ao longo dos próximos anos. A expectativa é de que chegue a 12,25% em 2026, caia para 10,50% em 2027 e atinja 9,75% em 2028.
A Selic está no maior nível desde julho de 2006. Após atingir 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024 e foi mantida em 15% na última reunião do Copom.
Quando os juros sobem, o objetivo é conter a demanda e reduzir pressões inflacionárias, encarecendo o crédito e estimulando a poupança. Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção, mas com menor efeito de controle sobre a inflação.
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