Responsabilidade Social • 13:03h • 31 de janeiro de 2026
Mesmo com chuvas, Governo de SP reforça importância da economia de água
Adotar gestos simples em ações como tomar banho, escovar os dentes e lavar a louça pode economizar centenas de litros de água
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
As fortes chuvas registradas nos últimos dias na Grande São Paulo interromperam a queda nos níveis dos mananciais que abastecem a região. Ainda assim, o Governo de São Paulo reforça o alerta para o uso consciente da água, já que os volumes permanecem em patamares considerados críticos e as ondas de calor elevaram o consumo em até 60%.
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que havia recuado para 27,7% da capacidade, subiu para 33,6% na quarta-feira (28). Já o sistema Cantareira, responsável por cerca de 40% do volume total do SIM, passou de aproximadamente 19% para 21,6%, apresentando leve recuperação.
Apesar da melhora, um fator preocupa as autoridades: as chuvas mais intensas atingiram principalmente a região litorânea e a Metropolitana de São Paulo. O sistema Cantareira depende, em grande parte, das águas dos rios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Juqueri, na divisa com Minas Gerais, além da região de Piracicaba, áreas que continuam registrando baixos índices de precipitação, o que dificulta a recuperação do principal manancial.
Diante do aumento no consumo provocado pelo calor, o governo estadual reforça a orientação para a economia de água. Medidas simples no dia a dia, como fechar a torneira ao escovar os dentes, reduzir o tempo de banho e ensaboar a louça com a torneira fechada, podem economizar centenas de litros e aliviar a pressão sobre o sistema de abastecimento.
Desde 2025, a Grande São Paulo conta com um modelo mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos, com foco na proteção dos reservatórios do SIM e na garantia do abastecimento. A metodologia estabelece sete faixas de atuação, definidas conforme os níveis de reservação nos períodos de chuva e estiagem.
O planejamento considera projeções baseadas nos patamares de segurança dos mananciais, nas afluências, no consumo e no volume de chuvas. Essas variáveis são monitoradas permanentemente pela SP Águas, permitindo a atualização contínua das projeções.
As faixas representam graus crescentes de criticidade e orientam as medidas a serem adotadas em cada cenário. Para garantir previsibilidade, eventuais restrições só são aplicadas após sete dias consecutivos em uma mesma faixa, com flexibilização após 14 dias seguidos de retorno a um cenário mais brando.
Nas faixas de 1 a 3, o foco é a prevenção, o consumo racional e o combate a perdas na distribuição. A faixa 3, em que o estado se encontra atualmente, prevê gestão da demanda noturna de 10 horas por dia e intensificação das campanhas de conscientização. Já nas faixas de 4 a 6, são adotadas medidas de contingência controlada, com ampliação dos períodos de redução de pressão na rede. A faixa 7, considerada a mais grave, prevê rodízio de abastecimento entre regiões e uso de caminhões-pipa para garantir serviços essenciais.
Desde agosto, a Região Metropolitana opera com gestão da demanda noturna das 19h às 5h. Desde a implantação da medida, mais de 70 bilhões de litros de água foram economizados, volume equivalente ao consumo mensal de cerca de 12,3 milhões de pessoas.
No campo dos investimentos, a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, acelerou a ampliação dos sistemas de água e esgoto no estado. A companhia assumiu o compromisso de antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029 nos 371 municípios atendidos.
Para isso, estão previstos investimentos de R$ 70 bilhões em obras de redes, ligações e expansão de estações de bombeamento e tratamento. Desde julho de 2024, cerca de R$ 15 bilhões já foram aplicados, sendo R$ 10,4 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, um crescimento de 151% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com esses aportes, a Sabesp superou as metas contratuais de expansão, alcançando 148% do previsto na ampliação da rede de água tratada e 130% na coleta de esgoto no biênio 2024–2025. Ao todo, cerca de 2 milhões de pessoas passaram a ter acesso à água tratada e 2,2 milhões à coleta de esgoto. Para 2026, a meta é realizar mais de 4 milhões de novas conexões.
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