Esporte • 20:03h • 24 de maio de 2026
Messi pode entrar sozinho para a história das Copas e curiosidades do craque viralizam antes do Mundial
Livro sobre o craque argentino revela histórias pouco conhecidas, da infância marcada por tratamento hormonal à previsão feita por Ronaldinho no Barcelona
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da LC Comunicação | Foto: @Messi/Redes Sociais
Lionel Messi pode entrar novamente para a história do futebol na Copa do Mundo de 2026. Ao disputar o torneio, o argentino será o primeiro jogador a participar de seis edições do Mundial, superando uma marca que o coloca à frente de nomes como Cristiano Ronaldo e Lothar Matthäus, ambos com cinco participações.
A presença de Messi na competição também pode abrir caminho para outros recordes. O camisa 10 soma 13 gols em Copas e está a quatro de superar o alemão Miroslav Klose, maior artilheiro da história do torneio, com 16. Ele também pode avançar no número de vitórias e finais disputadas, ampliando uma trajetória que já ganhou contornos definitivos após o título mundial conquistado pela Argentina em 2022.
Parte dessa caminhada é reconstruída no livro “Messi: O Gênio Completo”, do jornalista argentino Ariel Senosiain, publicado pela Editora Hábito. A obra reúne 68 entrevistas exclusivas e traz relatos de familiares, treinadores, dirigentes e personagens que acompanharam a formação do jogador antes de ele se tornar um dos maiores nomes da história do esporte.
O nome errado na primeira convocação
Uma das passagens mais curiosas do livro mostra que a história de Messi na seleção argentina quase começou com uma confusão simples, mas simbólica. Ao tentar localizar a família do jogador para tratar de uma convocação, Omar Souto, funcionário da Associação do Futebol Argentino, conseguiu o telefone após procurar em páginas amarelas e ligou para Jorge Messi dizendo que havia interesse em convocar “Leonardo”. O pai corrigiu imediatamente: “O nome do meu filho é Lionel”.
O episódio mostra como, antes de se tornar um ícone mundial, Messi ainda era um garoto pouco conhecido fora dos círculos de formação. A cena ganha força justamente por contrastar com o que viria depois: o menino chamado pelo nome errado se tornaria o principal jogador de uma geração e o capitão responsável por recolocar a Argentina no topo do futebol mundial.
Messi chega à Copa de 2026 perto de recordes históricos e livro revela bastidores impressionantes | Foto: @Messi/Instagram
O tratamento que quase decidiu seu futuro
Antes de ser reconhecido pela explosão, equilíbrio e controle de bola, Messi enfrentou um obstáculo físico que poderia ter mudado sua carreira. Diagnosticado com deficiência de hormônio do crescimento, ele media apenas 1,26 metro aos 11 anos e precisou seguir um tratamento rigoroso para continuar se desenvolvendo como atleta.
Aos 13 anos, já na base do Barcelona, Messi intensificou o tratamento com somatotropina sintética e passou a aplicar injeções em si mesmo. A disciplina desse período foi decisiva para que ele alcançasse estrutura física suficiente para competir em alto nível, mostrando que a genialidade que encantaria o mundo também foi acompanhada por rotina, cuidado médico e sacrifício desde muito cedo.
Quando Ronaldinho enxergou o futuro
Outra história marcante envolve Ronaldinho Gaúcho, então estrela do Barcelona e melhor jogador do mundo. Em 2004, durante uma pré-temporada do clube na China, Messi ainda era um adolescente tímido, pouco falante e em processo de afirmação dentro do elenco profissional.
Mesmo assim, Ronaldinho percebeu algo diferente no argentino. Segundo o livro, ao falar com a jornalista Cristina Cubero, o brasileiro foi direto ao prever o futuro do companheiro:
Esse cara vai ser melhor do que eu
A frase, dita quando Messi ainda era uma promessa, ganhou peso histórico à medida que o argentino acumulou títulos, recordes e prêmios individuais.
A timidez que também fazia parte do gênio
O livro também ajuda a explicar a personalidade reservada de Messi, muitas vezes interpretada como mistério. Desde criança, segundo relatos do pai, ele parecia se desligar de algumas situações durante as partidas, caminhando pelo campo e observando tudo em silêncio até receber a bola e decidir o jogo.
Essa introspecção também apareceu em momentos de liderança. Em 2010, na primeira vez em que assumiu a braçadeira de capitão, Messi teria travado ao tentar fazer um discurso motivacional no vestiário. A cena revela um contraste importante: o jogador capaz de resolver partidas diante de milhões de pessoas também precisou lidar com a própria timidez fora do jogo.
Antes da sexta Copa, livro revela o Messi tímido, disciplinado e quase improvável | Foto: @Messi/Instagram
O golaço contra o Brasil que quase terminou em acidente
Entre os bastidores mais inusitados está um amistoso entre Argentina e Brasil disputado em 2012, em Nova Jersey. Messi marcou três gols na vitória argentina por 4 a 3, incluindo um chute colocado no ângulo depois de passar pela marcação brasileira.
Na comemoração do terceiro gol, jogadores e membros da comissão técnica correram em direção ao craque e acabaram derrubando um painel publicitário próximo ao campo. Segundo o relato, o massagista Marcelo D’Andrea e o goleiro Orion precisaram segurar a estrutura para evitar que ela caísse sobre Messi e atingisse seu tornozelo.
A história resume bem a dimensão que o argentino alcançou: até um amistoso se transformava em episódio memorável quando ele estava em campo. Agora, em 2026, Messi chega a mais uma Copa com a possibilidade de transformar números históricos em novos capítulos de uma carreira que ainda parece encontrar espaço para surpreender.
Conheça o livro aqui.

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