• Mega-Sena sorteia dezenas do concurso 2985 com prêmio de R$ 104,5 milhões; confira as dezenas
  • Prefeituras da região de Assis podem inscrever representantes no Revelando SP até 27 de março
  • Curso de publicidade da FEMA inicia parceria com o Asilo São Vicente de Paulo em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 14:49h • 12 de janeiro de 2025

Meta é acusada de enfraquecer a luta contra desinformação e discursos de ódio nas redes sociais

Decisão de eliminar checagem de fatos e moderação de conteúdo gera reações de entidades, governo e comunidade LGBTQIA+

Da Redação | Com informações da Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr.

Mudanças nas regras do Facebook e Instagram geram controvérsias sobre liberdade de expressão e desinformação
Mudanças nas regras do Facebook e Instagram geram controvérsias sobre liberdade de expressão e desinformação

A recente decisão da Meta, controladora das plataformas Facebook e Instagram, de descontinuar o programa de checagem de fatos e reduzir a moderação de conteúdos sensíveis, gerou um grande rebuliço em diferentes setores da sociedade brasileira e internacional. A medida foi anunciada pelo presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, e tem sido amplamente criticada por entidades de defesa dos direitos humanos, organizações da sociedade civil e governos, que veem essa mudança como um retrocesso na luta contra a desinformação e discursos de ódio.

A decisão de eliminar a checagem de fatos e reduzir os filtros de moderação de conteúdo, sob o pretexto de promover uma "liberdade de expressão irrestrita", é vista por muitos como um incentivo à proliferação de fake news e um fortalecimento de grupos extremistas, que já se aproveitam da desinformação para difundir ideologias prejudiciais. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) foi uma das primeiras entidades a se manifestar contra as mudanças, classificando as ações da Meta como um ataque direto à proteção dos direitos individuais e coletivos no ambiente digital. Para o FNDC, a medida representa um enfraquecimento da democracia e uma ameaça ao tecido social.

Um dos pontos mais críticos da nova política da Meta é a implementação de um modelo de "notas da comunidade", no qual os próprios usuários podem contestar a veracidade de conteúdos postados nas redes sociais. A checagem de fatos, que tem sido um mecanismo eficaz para identificar e corrigir informações imprecisas ou prejudiciais, será substituída por um modelo que depende da boa vontade e do julgamento dos próprios usuários, sem o respaldo de uma instituição imparcial.

Além disso, a decisão de permitir que discursos de ódio, homofóbicos e xenófobos, que antes eram moderados, sejam agora mais facilmente disseminados nas plataformas, tem gerado preocupação entre entidades LGBTI+. Organizações como a Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) se manifestaram contra a “patologização das identidades LGBTI+”, argumentando que o novo modelo pode impulsionar ainda mais o estigma contra essas comunidades e colocar em risco suas vidas e segurança.

O governo federal também reagiu de forma contundente. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Meta um esclarecimento sobre as mudanças e o impacto delas sobre os direitos dos usuários brasileiros. O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), notificou a empresa, exigindo respostas dentro de um prazo de 72 horas. A decisão também gerou manifestações em outras partes do mundo, com representantes da Comissão Europeia e da ONU chamando a Meta à responsabilidade, afirmando que permitir a proliferação de discurso de ódio tem consequências no mundo real e que a regulação de conteúdo digital não é censura, mas uma ferramenta essencial para garantir a segurança e o respeito aos direitos humanos.

A postura da Meta, ao se alinhar a movimentos de extrema-direita e ao fazer acenos ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter repercussões políticas e sociais significativas. A decisão reflete uma crescente polarização e a resistência das big techs a medidas regulatórias que buscam proteger os usuários de conteúdos prejudiciais, manipulativos ou extremistas.

Este movimento reforça a necessidade de um marco regulatório claro e eficaz para as plataformas digitais, uma vez que empresas como a Meta têm se mostrado cada vez mais influentes nas decisões políticas, sociais e econômicas globais. Para especialistas, a regulação das grandes plataformas é vital para assegurar que o ambiente digital seja seguro, inclusivo e livre de abusos, respeitando os direitos de todos os cidadãos, sem permitir que grandes corporações se aproveitem de seu poder para impor suas próprias agendas ideológicas.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 21:20h • 17 de março de 2026

Mega-Sena sorteia dezenas do concurso 2985 com prêmio de R$ 104,5 milhões; confira as dezenas

Resultado foi divulgado na noite desta terça-feira (17); Caixa ainda deve informar se houve ganhador do prêmio principal

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 20:26h • 17 de março de 2026

Brasil tem quase 30 milhões de animais vivendo nas ruas, aponta levantamento

Mais de 80% dos casos estão concentrados em áreas urbanas; iniciativas sociais atuam no atendimento a pets e tutores em situação de vulnerabilidade

Descrição da imagem

Variedades • 19:39h • 17 de março de 2026

TikTok Shop mostra que estoque e logística são decisivos para crescer no social commerce

Especialistas apontam que social commerce pode crescer até três vezes mais rápido que o e-commerce tradicional, impulsionado por vídeos curtos, afiliados e compras por impulso

Descrição da imagem

Cidades • 18:20h • 17 de março de 2026

Cândido Mota realiza palestra sobre prevenção do câncer do colo do útero no dia 24

Evento do Março Lilás acontece na próxima terça-feira, às 19h, na Câmara Municipal, com participação da oncologista clínica Dra. Laísa Gabrielle Silva

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:31h • 17 de março de 2026

Amajari oferece ecoturismo, piscinas naturais e cachoeiras deslumbrantes na Serra do Tepequém

No interior do Estado, o destino surpreende com clima ameno e opções para se refrescar na estação mais quente do ano

Descrição da imagem

Educação • 17:10h • 17 de março de 2026

FEMA realiza evento “Ada Lovelace - Mulheres na Tecnologia” no dia 30 de março em Assis

Programação no Cine FEMA Piracaia terá palestra sobre carreira em produto e painel com profissionais que atuam em empresas do setor de tecnologia

Descrição da imagem

Esporte • 16:51h • 17 de março de 2026

Amistosos entre Florínea, Pedrinhas Paulista e Arena Sport marcam agenda do futebol de base

Jogos das categorias de base acontecem entre os dias 18 e 21 de março em Pedrinhas Paulista e Florínea

Descrição da imagem

Cidades • 16:15h • 17 de março de 2026

Programa Boa Noite Saúde leva consultas e vacinação em horário noturno em Quatá no dia 25

Ação acontece das 16h às 20h, oferecendo consultas, vacinação e atualização cadastral do SUS para trabalhadores que não conseguem ir às unidades durante o horário regular

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar