• Meninas brasileiras usam inteligência artificial para enfrentar violência, fake news e desafios de saúde
  • Reunião do Conselho de Cultura é remarcada em Assis para a próxima segunda-feira
  • Ar-condicionado pode representar até 47% do consumo de energia em prédios no Brasil
  • Vacinação nas escolas avança em Cândido Mota e segue cronograma até 21 de maio
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 09:28h • 12 de novembro de 2024

Método de baixo custo desenvolvido pela USP remove micro e nanoplásticos da água

Estratégia desenvolvida na USP utiliza nanopartículas magnéticas capazes de se ligar a esse tipo de poluente, permitindo remover com ímã

Da Redação com informações da Agência SP | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Os nanoplásticos estão se mostrando uma ameaça ainda mais perigosa que os microplásticos, pois podem penetrar barreiras biológicas importantes e alcançar os órgãos vitais.
Os nanoplásticos estão se mostrando uma ameaça ainda mais perigosa que os microplásticos, pois podem penetrar barreiras biológicas importantes e alcançar os órgãos vitais.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) criaram uma abordagem nanotecnológica inovadora para remover micro e nanoplásticos da água, trazendo uma solução promissora para o problema da contaminação ambiental por esses poluentes invisíveis. A pesquisa, financiada pela Fapesp e publicada na revista Micron, destaca a utilização de nanopartículas magnéticas para capturar e degradar fragmentos plásticos de diferentes tamanhos, auxiliando tanto no tratamento quanto na sustentabilidade dos recursos hídricos.

Os microplásticos, fragmentos de até 1 milímetro originados de produtos comuns do cotidiano e do desgaste de materiais maiores, têm sido encontrados em todos os ambientes – do solo e das águas até o interior de organismos animais e humanos. Já os nanoplásticos, mil vezes menores, representam um risco ainda mais grave, pois conseguem penetrar barreiras biológicas e alcançar órgãos vitais, como o cérebro, como demonstrou um estudo recente.

O método desenvolvido utiliza nanopartículas magnéticas revestidas com polidopamina, um polímero que se adere fortemente aos plásticos na água. Segundo o coordenador do estudo, o professor Henrique Eisi Toma, do Instituto de Química da USP, essas nanopartículas, ao capturarem os fragmentos, podem ser removidas com a ajuda de um campo magnético. Além disso, o processo envolve enzimas, como a lipase, que degradam o plástico PET em componentes reutilizáveis, promovendo a reciclagem sustentável.

“O PET, que é amplamente usado em garrafas e outros produtos, ao ser degradado pela lipase, se transforma em moléculas que podem ser reintegradas na produção de novos materiais”, explica Toma. Embora o estudo atual tenha focado no PET, ele sugere que outras enzimas poderiam ser usadas para processar outros tipos de plásticos, como poliamidas e náilon.

As nanopartículas magnéticas, feitas de óxido de ferro e revestidas com polidopamina, foram sintetizadas e, em seguida, usadas para imobilizar a enzima lipase. Para monitorar o processo de captura e degradação dos plásticos, foi utilizada a técnica de microscopia Raman hiperespectral.

Apesar de avanços como esses, o problema dos resíduos plásticos é complexo. Além dos plásticos convencionais, até mesmo os bioplásticos, considerados uma alternativa mais sustentável, podem se fragmentar em micro e nanoplásticos. "Por serem biocompatíveis, esses fragmentos podem interagir diretamente com nossos organismos, causando reações indesejadas", alerta Toma. Ele também destaca que a água mineral engarrafada pode estar ainda mais contaminada por plásticos do que a água tratada, uma vez que não passa pelos mesmos processos de purificação, como filtração e flotação.

O desenvolvimento da nanotecnologia pela equipe da USP oferece uma estratégia viável para combater o problema da poluição plástica, mas, segundo Toma, é fundamental que gestores públicos e cientistas unam esforços para enfrentar esse desafio ambiental de forma abrangente e eficaz.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:23h • 05 de maio de 2026

Meninas brasileiras usam inteligência artificial para enfrentar violência, fake news e desafios de saúde

Programa global reúne jovens a partir de 15 anos para criar soluções tecnológicas voltadas a problemas reais

Descrição da imagem

Saúde • 19:19h • 05 de maio de 2026

Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Estimativa do Inca reforça avanço da doença e importância do diagnóstico precoce

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 18:31h • 05 de maio de 2026

Como garantir proteção previdenciária para filhos com autismo no longo prazo

Planejamento e contribuições ao INSS são essenciais para acesso a benefícios e segurança futura

Descrição da imagem

Cidades • 17:38h • 05 de maio de 2026

Racionalismo Cristão de Assis celebra 56 anos com reunião solene

RC Filial Assis se consolida como um ambiente de orientação e fortalecimento espiritual individual e coletivo

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:03h • 05 de maio de 2026

Faculdade pública de teatro em SP abre inscrições até dia 15

Candidatos devem escolher entre oito especialidades

Descrição da imagem

Classificados • 16:49h • 05 de maio de 2026

Quer trocar de carro ou arrumar emprego? Tarumã terá evento completo nesta semana

Programação acontece entre os dias 7 e 9 de maio no Espaço Teolindo Toni e reúne serviços, oportunidades e exposição de empresas

Descrição da imagem

Cidades • 16:14h • 05 de maio de 2026

Curso gratuito de salgadeiro abre 15 vagas em Cruzália com inscrições até 11 de maio

Capacitação noturna faz parte dos programas Qualifica SP e Trampolim e oferece certificado aos participantes

Descrição da imagem

Saúde • 15:53h • 05 de maio de 2026

Do adulto ao pet: remédios sob medida ganham espaço no país

Setor registra alta de 17,1% em cinco anos e ganha espaço no Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar