Saúde • 13:19h • 27 de setembro de 2026
Ministério da Saúde anuncia busca ativa de apostadores e atendimento psicológico após proibição das bets
Segundo Alexandre Padilha, estratégia utilizará dados compartilhados entre órgãos federais e poderá oferecer teleatendimento a pessoas com problemas relacionados às apostas e seus familiares
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Arquivo/Âncora1
O Ministério da Saúde anunciou que ampliará a busca ativa por pessoas com comportamento de jogo problemático, após a proibição das apostas online anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira (25), em São Paulo. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a iniciativa pretende identificar apostadores que necessitem de acompanhamento e oferecer atendimento em saúde mental, inclusive por teleatendimento, além de assistência aos familiares afetados.
De acordo com Padilha, a busca ativa já ocorre desde dezembro de 2025, com base em informações compartilhadas pelos ministérios da Fazenda e da Segurança e pela Receita Federal. O ministro afirmou que os dados circulam em um ambiente protegido, denominado Nuvem Brasil, submetido às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às exigências éticas aplicáveis aos profissionais de saúde.
A ampliação da estratégia deverá utilizar recursos do Meu SUS Digital e serviços de atendimento remoto para alcançar pessoas que enfrentem dificuldades relacionadas às apostas. O Ministério da Saúde ainda não detalhou como ocorrerá o contato com os apostadores nem apresentou um cronograma para os novos atendimentos.
Atendimento também deverá alcançar familiares
A proposta apresentada pelo ministro inclui o acompanhamento de familiares de pessoas com comportamento de jogo problemático. A intenção é ampliar o acesso aos serviços de saúde mental para quem enfrenta consequências relacionadas às apostas, especialmente diante das mudanças anunciadas para o setor.
Padilha também mencionou os impactos econômicos e sociais associados aos jogos online. Durante a coletiva, citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) que estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social relacionado às apostas no Brasil.
Desse montante, segundo os dados apresentados pelo ministro, R$ 17 bilhões correspondem aos custos estimados associados a mortes adicionais por suicídio. Os números representam estimativas econômicas do estudo, e não despesas efetivamente registradas pelo SUS.
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