Economia • 10:29h • 22 de abril de 2026
Ministro defende aumento do consumo de peixe e destaca desafios do setor pesqueiro no Brasil
Edipo Araujo afirma que país precisa mudar hábitos alimentares e ampliar acesso ao pescado, além de avançar em políticas para pescadores
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Secom | Foto: Arquivo Âncora1
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, defendeu a necessidade de o Brasil ampliar o consumo de pescado como forma de melhorar a qualidade de vida da população. Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, ele afirmou que o país ainda consome pouco peixe em comparação com a média mundial e que é preciso promover uma mudança cultural nos hábitos alimentares.
Segundo o ministro, o consumo global gira em torno de 20 quilos por pessoa ao ano, enquanto no Brasil a média é de apenas 12 quilos. A diferença se acentua quando analisadas as regiões do país. Na Amazônia, onde a pesca faz parte da cultura local, o consumo pode chegar a 30 ou 40 quilos por pessoa, e em comunidades tradicionais esse número pode alcançar até 120 quilos. Já nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o consumo é significativamente menor, chegando a cerca de cinco quilos por ano.
Além de incentivar o consumo, o ministro também abordou desafios enfrentados pelo setor, especialmente em relação à comercialização direta do pescado por pequenos produtores. Ele destacou a necessidade de discutir as exigências legais, como a obrigatoriedade de inspeção e emissão de nota fiscal, para garantir segurança alimentar sem prejudicar pescadores artesanais que vendem diretamente ao consumidor.
Nesse contexto, o governo federal definiu a nota fiscal como documento oficial para comprovação da origem do pescado, medida que busca fortalecer a rastreabilidade, aumentar a transparência e valorizar o produto nacional. Também foi publicada recentemente uma portaria interministerial para reduzir a burocracia e facilitar o acesso de produtores ao mercado formal.
Outro tema destacado foi a atuação do ministério na reparação dos impactos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. O desastre afetou milhares de pescadores ao longo da Bacia do Rio Doce, atingindo municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Como parte das ações de reparação, o Programa de Transferência de Renda voltado aos pescadores impactados já destinou mais de R$ 500 milhões em auxílios. O benefício atende moradores de 48 municípios e prevê pagamento mensal por até quatro anos, como forma de compensar a interrupção das atividades provocada pela tragédia.
Para o ministro, além de apoiar o setor produtivo, é fundamental garantir políticas públicas que incentivem o consumo de pescado e promovam melhores condições para os trabalhadores da pesca, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar no país.
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