Saúde • 11:35h • 25 de janeiro de 2026
Mitos e verdades sobre a rosácea: o que é fato e o que exige cuidado
Dermatologista explica sintomas, fatores de risco e como controlar a doença inflamatória da pele
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AFonte Comunica | Foto: Arquivo/Âncora1
A rosácea é uma doença vascular inflamatória crônica que afeta principalmente a região central do rosto, como bochechas, nariz, testa e queixo, provocando vermelhidão persistente, sensação de queimação e aumento da sensibilidade da pele. A condição costuma surgir com maior frequência em adultos entre 30 e 50 anos e requer acompanhamento dermatológico para controle dos sintomas e prevenção de agravamentos.
De acordo com a dermatologista Fátima Tubini, a rosácea apresenta manifestações clínicas variadas. “Vermelhidão persistente, dilatação de pequenos vasos visíveis, espessamento irregular da pele, especialmente no nariz, além de irritação ocular, são sinais comuns. Em alguns casos, podem ocorrer conjuntivite e ressecamento dos olhos”, explica.
Embora não tenha cura, a rosácea pode ser controlada com cuidados específicos e tratamento adequado. Segundo a especialista, fatores como consumo de bebidas alcoólicas, ingestão de alimentos muito quentes, exposição excessiva ao sol, frio intenso, vento e estresse emocional tendem a agravar o quadro. O uso diário de protetor solar, a moderação na prática de atividades físicas intensas e consultas regulares ao dermatologista fazem parte das orientações básicas.
A doença é mais frequentemente diagnosticada em pessoas de pele clara, mas pode se manifestar em diferentes tons de pele, o que reforça a importância da avaliação clínica individualizada. Em homens, quando ocorre, a rosácea tende a apresentar quadros mais severos, sobretudo com espessamento da pele nasal.
Para esclarecer dúvidas comuns, a dermatologista detalha alguns mitos e verdades associados à rosácea:
Atividade física não influencia na rosácea.
Mito. Exercícios físicos intensos podem desencadear crises devido à vasodilatação, o que exige orientação médica sobre intensidade e frequência.
Não é necessário ter restrição no uso de cosméticos.
Mito. A rosácea deixa a pele mais sensível, e o uso de cosméticos inadequados pode intensificar a ardência e a vermelhidão. A escolha deve ser orientada por um dermatologista.
Existe predisposição genética para a rosácea.
Verdade. Há evidências de influência genética, embora fatores ambientais e comportamentais também tenham papel relevante no agravamento dos sintomas.
Não existe tratamento para rosácea.
Mito. Apesar de não haver cura definitiva, existem tratamentos eficazes para controle da doença, incluindo medicamentos tópicos, orais e tecnologias à base de luz.
A rosácea atinge apenas as bochechas.
Verdade parcial. Além das bochechas, a rosácea pode afetar outras áreas do rosto e os olhos, causando sintomas como ardor, dor e visão embaçada.
O controle da rosácea está diretamente ligado ao diagnóstico precoce, à adesão ao tratamento e à identificação dos fatores que desencadeiam as crises. O acompanhamento médico contínuo permite reduzir desconfortos, melhorar a aparência da pele e preservar a qualidade de vida dos pacientes.
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