Mundo • 20:35h • 02 de março de 2026
Mobilidade das motos aquáticas aumenta chances de resgate em áreas de risco
Com 16 mortes por dia por afogamento, tecnologia reforça salvamento no mar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AMB Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com o aumento do fluxo de banhistas nas praias no verão, cresce também a preocupação com a segurança no mar. Dados consolidados apontam que, em 2023, mais de 5 mil pessoas morreram por afogamento no Brasil, média de 16 vítimas por dia. Embora a maior parte das ocorrências aconteça em água doce, praias, rios, lagoas e represas também registram casos, sobretudo nos meses mais quentes, quando há maior concentração de pessoas.
O tempo de resposta é considerado decisivo em situações de emergência. Em áreas com correntes de retorno, mar agitado ou grande volume de banhistas, minutos podem definir o desfecho de um resgate. Nesse cenário, as motos aquáticas vêm sendo utilizadas como recurso estratégico nas operações de salvamento.
Segundo Rodrigo Bastos, consultor da Surf Resgate, empresa especializada em salvamento aquático, o equipamento mudou a dinâmica dos atendimentos no mar. “A moto aquática permite chegar rapidamente à vítima, oferecer estabilização inicial e retirá-la de áreas perigosas com mais segurança. Em muitas situações, é o recurso que viabiliza o socorro dentro do tempo necessário”, afirma.

Mobilidade e acesso
A principal vantagem das motos aquáticas está na mobilidade. Diferentemente de embarcações maiores, elas conseguem acessar áreas rasas ou regiões de arrebentação intensa, onde o deslocamento a nado pode ser lento ou inviável.
Além do equipamento, a capacitação das equipes é apontada como fator central. A combinação entre preparo técnico, comunicação eficiente e estrutura adequada amplia as chances de sucesso nos atendimentos.
Exemplo internacional
A importância desse tipo de atuação ganhou destaque recentemente em Nazaré, Portugal, durante um resgate em condições extremas no mar. O surfista brasileiro Carlos Burle sofreu um acidente após ser atingido por uma grande onda e foi retirado da zona de impacto com apoio de equipe equipada com motos aquáticas.
Entre os envolvidos na operação estava Lucas “Chumbo” Chianca, surfista brasileiro reconhecido pela atuação em ondas grandes. “Em situações críticas, a moto aquática é ferramenta de salvamento. Ela permite chegar rápido e retirar alguém de uma área onde a própria pessoa não conseguiria sair sozinha”, declarou.
Prevenção e informação
Especialistas reforçam que, além da estrutura de resgate, a prevenção continua sendo essencial. Sinalização sobre correntes de retorno, orientação dos guarda-vidas e campanhas educativas ajudam a reduzir riscos.
Em um país com extensa faixa litorânea e milhões de frequentadores anuais, o uso de motos aquáticas nas operações de salvamento amplia a capacidade de resposta das equipes e fortalece a proteção de vidas. Mais do que associadas ao lazer, elas passaram a ocupar papel estratégico na segurança das praias.
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