Variedades • 20:38h • 03 de março de 2026
Modelo de “dorms” dos EUA inspira nova geração de residenciais estudantis no Brasil
Formato profissionalizado de moradia universitária cresce em São Paulo e muda a experiência de viver a graduação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação
O modelo de moradia universitária inspirado nos tradicionais “dorms” dos Estados Unidos começa a ganhar espaço no Brasil. Diferente da república estudantil ou do aluguel convencional, o residencial estudantil profissionalizado aposta em gestão especializada, quartos mobiliados e áreas comuns planejadas para integrar convivência, estudo e rotina acadêmica.
Em São Paulo, especialmente em bairros universitários como o Butantã, o formato avança como alternativa estruturada para jovens que deixam a casa dos pais para cursar a graduação.
Segundo Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living, a mudança vai além da infraestrutura física. Para ela, o diferencial está na lógica da experiência. A moradia deixa de ser apenas um espaço de descanso e passa a integrar a adaptação à vida universitária.
Durante períodos de prova, por exemplo, as salas de estudo coletivo se tornam pontos de encontro para revisão em grupo. A dinâmica de colaboração, segundo a gestora, extrapola o quarto individual e fortalece a construção de redes entre estudantes.
Referência internacional
Nos Estados Unidos, viver em “dorms” é parte da cultura universitária. Em muitos casos, os alunos permanecem nesse formato durante toda a graduação. Na Europa, o modelo conhecido como PBSA (Purpose-Built Student Accommodation) consolidou-se como segmento específico do mercado imobiliário educacional.
No Brasil, o conceito ainda está em expansão, mas acompanha uma transformação no perfil dos universitários e na forma como encaram a moradia.
Mudança de comportamento
A busca por residenciais estudantis profissionalizados também dialoga com uma mudança geracional. Jovens de 17 ou 18 anos enfrentam um ambiente acadêmico mais competitivo e um contexto de maior pressão emocional. A procura não se limita a um espaço para dormir. Muitos estudantes buscam ambientes que favoreçam integração, segurança e organização da rotina.
Para as famílias, a estrutura administrada, com regras claras e espaços compartilhados, oferece sensação maior de previsibilidade e acompanhamento nesse período de transição.
Embora o movimento esteja mais consolidado em grandes centros, o modelo tende a influenciar também cidades do interior paulista com forte presença universitária. A expansão de cursos presenciais e a mobilidade estudantil ampliam a demanda por formatos de moradia que conciliem convivência, segurança e estrutura acadêmica.
A profissionalização da moradia estudantil aponta para um reposicionamento da experiência universitária no país, aproximando o Brasil de padrões internacionais e redesenhando a forma como jovens vivem os anos de graduação.
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