Economia • 10:38h • 27 de setembro de 2026
Moradores de Assis e região deixarão de pagar tarifa extra na conta de luz em outubro
Aneel anuncia fim da cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; aumento das chuvas permitiu reduzir os custos de geração de energia
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Arquivo/Âncora1
A conta de luz dos brasileiros deixará de ter a cobrança adicional da bandeira amarela a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na última sexta-feira (25) o retorno da bandeira verde, após cinco meses consecutivos de aplicação da tarifa extra. A mudança também beneficia os consumidores de Assis e região, que não terão acréscimos relacionados ao sistema de bandeiras tarifárias no próximo mês.
Segundo a Aneel, o aumento das chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com melhores condições de geração, será possível reduzir o acionamento de usinas termelétricas, que utilizam combustíveis e apresentam custos mais elevados.
Durante a vigência da bandeira amarela, os consumidores pagavam R$ 1,885 adicionais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a bandeira verde, esse valor deixa de ser cobrado, embora as demais tarifas e encargos da conta de energia permaneçam.
Entenda quanto cada bandeira acrescenta à conta de luz
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica as condições de geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). As cores são definidas mensalmente, de acordo com a previsão dos custos necessários para atender ao consumo de residências, comércios e indústrias.
Atualmente, o sistema prevê quatro situações:
- Bandeira verde: não há cobrança adicional.
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha, patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
- Bandeira vermelha, patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A bandeira verde anunciada para outubro indica condições mais favoráveis de geração de energia. A definição para os meses seguintes dependerá das condições dos reservatórios e das projeções de custos avaliadas pela Aneel.
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