Mundo • 16:12h • 13 de outubro de 2026
Morre o cantor Netinho e doença que enfrentava chama atenção para os sintomas do linfoma
Artista morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após enfrentar um câncer no sistema linfático; doença pode apresentar recidivas e tem diferentes possibilidades de tratamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Reprodução
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após enfrentar um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta células do sistema imunológico. Diagnosticado em 2025, o artista estava internado após o retorno da doença, que, segundo informações divulgadas pela imprensa, evoluiu com comprometimento renal e disfunção de múltiplos órgãos. Sua morte chama atenção para os sintomas, as possibilidades de tratamento e o risco de recidiva desse tipo de câncer.
O linfoma não Hodgkin reúne mais de 40 subtipos, com características e comportamentos diferentes. Alguns apresentam crescimento lento e podem permanecer controlados durante anos, enquanto outros evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar aproximadamente 12.560 novos casos por ano entre 2026 e 2028.
De acordo com o hematologista e oncologista Eduardo Cilião Munhoz, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), a gravidade e as possibilidades de recuperação dependem do subtipo, da extensão da doença, dos órgãos comprometidos e da resposta ao tratamento. Mesmo linfomas considerados agressivos podem responder bem às terapias disponíveis.
Linfoma não Hodgkin, doença enfrentada por Netinho, deve ter 12,5 mil novos casos anuais no Brasil
Quais sintomas merecem atenção
Um dos sinais mais frequentes é o aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas, especialmente no pescoço, nas axilas e nas virilhas. Também podem ocorrer febre persistente sem causa aparente, suor noturno intenso, cansaço excessivo, perda de peso involuntária e desconforto abdominal.
Esses sintomas não indicam necessariamente a presença de câncer, já que alterações nos gânglios também são comuns em infecções. Entretanto, quando persistem, aumentam progressivamente ou aparecem acompanhados de outros sinais, é importante procurar avaliação médica.
O diagnóstico geralmente depende de uma biópsia, que permite confirmar a doença e identificar seu subtipo. O tratamento pode envolver quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, medicamentos direcionados às células tumorais e, em determinados casos, transplante de células-tronco ou terapias celulares.
Por que o linfoma pode voltar após o tratamento
O retorno do câncer é chamado de recidiva e pode ocorrer quando células tumorais permanecem no organismo em quantidades não detectáveis pelos exames, voltando a se multiplicar posteriormente.
Segundo Munhoz, a recidiva não significa necessariamente o esgotamento das possibilidades de tratamento. Cada situação exige uma nova avaliação para definir a estratégia mais adequada, considerando as características da doença e as condições clínicas do paciente.
As causas exatas de muitos linfomas ainda são desconhecidas, embora algumas condições, como alterações do sistema imunológico, infecção pelo HIV e uso prolongado de medicamentos imunossupressores, estejam associadas a maior risco.
O acompanhamento especializado, inclusive após a remissão, é fundamental para identificar possíveis alterações e avaliar a necessidade de novas intervenções.
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