Política • 12:06h • 27 de julho de 2026
MP Eleitoral lança cartilha para orientar jornalistas na cobertura das eleições de 2026
Material reúne regras da legislação eleitoral, explica a atuação do Ministério Público e aborda temas como inteligência artificial, deepfakes e combate à desinformação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do MPF | Foto: Arquivo/Âncora1
O Ministério Público (MP) Eleitoral lançou, na última quarta-feira (24), a cartilha Por Dentro das Eleições 2026, voltada aos jornalistas que acompanharão a disputa eleitoral deste ano. A publicação foi desenvolvida para facilitar a compreensão das principais regras da legislação eleitoral, esclarecer o papel do Ministério Público na fiscalização do processo e oferecer apoio à imprensa na tradução de conceitos jurídicos para o público.
O material foi elaborado pelo Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe) e pela Secretaria de Comunicação do Ministério Público Federal (MPF). A cartilha foi apresentada a mais de 150 jornalistas durante um curso on-line sobre inteligência artificial e desinformação no contexto eleitoral, promovido pelo MPF em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio).
A iniciativa busca contribuir para uma cobertura jornalística mais qualificada ao explicar, de forma didática, como funciona a atuação do MP Eleitoral em todas as fases das eleições, desde o cadastro de eleitores até a diplomação e posse dos candidatos eleitos.
Guia reúne regras e principais irregularidades eleitorais
A cartilha apresenta as normas que devem ser observadas por candidatos, partidos políticos e eleitores durante o processo eleitoral. Também explica como o Ministério Público atua ao identificar possíveis irregularidades, encaminhando ações à Justiça Eleitoral quando há necessidade de apuração ou aplicação das sanções previstas em lei.
Entre os temas abordados estão propaganda eleitoral antecipada, assédio eleitoral e fraude à cota de gênero. O guia esclarece quais condutas podem configurar infrações e quais consequências podem ser aplicadas pela Justiça, como multas, cassação de mandato e inelegibilidade, conforme cada situação.
Além disso, o material diferencia irregularidades eleitorais dos crimes eleitorais, que podem resultar em responsabilização criminal. Entre os exemplos citados estão compra de votos, violência política de gênero e boca de urna.
Inteligência artificial e desinformação estão entre os destaques
Um dos pontos de maior destaque da publicação é a inclusão das regras relacionadas ao uso de inteligência artificial e de conteúdos manipulados por meio de deepfakes durante as campanhas eleitorais.
A cartilha também apresenta informações sobre iniciativas de enfrentamento à desinformação, como o projeto Manda a Real, desenvolvido pelo Ministério Público Federal, além de reunir canais oficiais para envio de denúncias e links para conteúdos que explicam, em linguagem acessível, conceitos jurídicos ligados às eleições.
Fiscalização acompanha todas as etapas da eleição
O MP Eleitoral é formado por procuradores do Ministério Público Federal e promotores dos Ministérios Públicos Estaduais. A atuação ocorre ao longo de todo o processo eleitoral, abrangendo o cadastro de eleitores, o período de campanha, a votação, a apuração dos resultados e a posse dos eleitos.
Segundo o Ministério Público, o trabalho tem como finalidade fiscalizar o cumprimento da legislação eleitoral, combater abusos e contribuir para que a escolha dos representantes ocorra de forma livre, dentro das regras previstas para o processo democrático.
Acesse a cartilha neste link.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos