Saúde • 08:06h • 06 de junho de 2026
Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país
Distúrbios do sono e dor crônica são principais queixas das pacientes
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Mulheres mais velas e economicamente ativas concentram o maior número de consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Blis Data. A pesquisa, realizada com pacientes que têm filhos, traçou um panorama sobre o perfil das brasileiras que utilizam medicamentos à base de cannabis sob prescrição médica.
Os dados mostram que as mulheres entre 55 e 64 anos representam 28,2% das pacientes, liderando o grupo de consumidoras. Em seguida aparecem as mulheres de 45 a 54 anos, com 27,2%. Juntas, essas duas faixas etárias somam mais da metade do total analisado.
Na sequência estão as mulheres de 35 a 44 anos, que correspondem a 18,7% das pacientes. Já o grupo com mais de 65 anos representa 16,3%, enquanto as mulheres de 18 a 34 anos aparecem com a menor participação, somando 9,6%.
O levantamento também aponta que a maioria das pacientes está inserida no mercado de trabalho. Cerca de 79,9% declararam exercer alguma atividade profissional, enquanto 75,1% afirmaram praticar atividades físicas regularmente.
Embora haja registros em todas as regiões do país, o Sudeste concentra a maior parte das pacientes, com 61,6% do total. O Sul aparece em seguida, com 19,7%. Juntas, as duas regiões representam mais de 80% das mulheres analisadas.
A pesquisa foi feita a partir de uma amostra de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas dentro de uma base de 70 mil pacientes que utilizam medicamentos canábicos prescritos por médicos.
Os principais motivos relatados para o tratamento foram distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos casos, e dores crônicas, com 16,3%. Questões relacionadas à saúde mental também aparecem entre as principais causas, como transtorno de ansiedade (14,9%) e depressão (9,2%).
As pacientes também buscam tratamento para sintomas relacionados à fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), entre outras condições.
Segundo o levantamento, sete em cada dez mulheres utilizam os medicamentos à base de cannabis em conjunto com tratamentos convencionais. Além disso, metade das entrevistadas afirmou nunca ter usado cannabis antes de iniciar o acompanhamento médico.
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