• Assis sediará encontro estadual sobre liderança feminina e gestão pública no dia 13 de março
  • Câmara debate impactos do Enamed 2025 na formação médica no Brasil na terça-feira
  • Semana em Assis terá temperaturas amenas e previsão de chuva em vários dias
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 15:31h • 08 de março de 2026

Mulheres dedicam mais de 1 mil horas por ano ao trabalho doméstico não remunerado

Estudo da PUCPR mostra que 90% dos cuidadores familiares no Brasil são mulheres e alerta para impactos na saúde e na carreira

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da PG1 | Foto: Divulgação

Mulheres acumulam mais de mil horas anuais em tarefas domésticas e cuidados familiares
Mulheres acumulam mais de mil horas anuais em tarefas domésticas e cuidados familiares

Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) revelou que as mulheres brasileiras dedicam mais de mil horas por ano ao trabalho doméstico e de cuidado não remunerado. A pesquisa analisa o impacto social e econômico das atividades realizadas dentro de casa, como cuidar de idosos, crianças, doentes e administrar as tarefas domésticas.

Intitulado “Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado”, o estudo mostra que cerca de 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, com média de idade de 48 anos. Em grande parte dos casos, elas são filhas, esposas ou netas responsáveis por familiares que necessitam de acompanhamento.

Segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, professora do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Bioética da PUCPR, essa realidade está ligada a uma construção cultural histórica. “O trabalho do cuidado já está tão naturalizado que as demandas do cuidado com idosos, crianças e pessoas doentes, além das tarefas domésticas, são vistas como uma responsabilidade feminina e acabam sendo realizadas durante anos sem qualquer remuneração ou reconhecimento”, explica.

A pesquisa utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2022), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que as mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas e atividades de cuidado.

Quando esse tempo é projetado ao longo de um ano, a diferença ultrapassa mil horas de trabalho adicional, realizado sem remuneração ou compensação financeira, apesar de ser considerado essencial para o funcionamento da vida familiar e da própria sociedade.

Além da análise estatística, o estudo também utilizou abordagem qualitativa, com entrevistas realizadas com 18 mulheres de áreas urbanas e rurais do Paraná e de Santa Catarina. Todas eram responsáveis pelo cuidado de familiares idosos, doentes ou com deficiência.

O levantamento também analisou documentos e dados de instituições como ONU Mulheres, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Sistema de Contas Nacionais brasileiro. Os resultados apontam que a sobrecarga recai com maior intensidade sobre a chamada “Geração Sanduíche”, formada por mulheres que precisam conciliar simultaneamente trabalho formal, gestão da casa e cuidado com filhos e familiares idosos.

Além do impacto econômico invisível, o estudo destaca consequências para a saúde física e mental das cuidadoras. Entre os relatos coletados pelas pesquisadoras aparecem quadros de exaustão, solidão, cansaço extremo e episódios de depressão. Para as autoras, o cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao reconhecimento do trabalho de cuidado familiar. Países como Finlândia, Dinamarca e Espanha já adotam modelos que incluem remuneração ou apoio estatal para cuidadores familiares.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:11h • 09 de março de 2026

Maracaí recebe espetáculo de ópera gratuito com clássicos italianos no dia 26 de março

Apresentação “Elixir e seus Amores” integra projeto cultural que percorre 28 cidades do Estado de São Paulo

Descrição da imagem

Mundo • 14:36h • 09 de março de 2026

IPVA 2026: terceira parcela vence a partir de quinta-feira em São Paulo

Novo ciclo do IPVA é destinado ao pagamento da terceira parcela

Descrição da imagem

Saúde • 14:04h • 09 de março de 2026

Morte em unidade do Sesc reacende debate sobre saúde mental no trabalho

Caso ocorrido em unidade de São Paulo amplia denúncias de sobrecarga e reforça exigência legal para que empresas gerenciem riscos psicossociais

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 13:30h • 09 de março de 2026

Veneno de sapo da Amazônia pode ajudar no combate a bactérias, aponta estudo do Butantan

Análises das proteínas do veneno do sapo também trouxeram novas respostas sobre a biologia do animal, ainda pouco estudado pela ciência

Descrição da imagem

Educação • 13:03h • 09 de março de 2026

Mulheres lideram 64% dos grupos de pesquisa da Unesp, aponta levantamento

Levantamento mostra crescimento da liderança feminina em grupos de pesquisa, cursos e direção de unidades da universidade

Descrição da imagem

Educação • 12:26h • 09 de março de 2026

Curso de empreendedorismo feminino em SP com 5 mil vagas está com inscrições abertas

Curso gratuito do Qualifica SP Empreenda, em parceria com o Itaú, oferece 5 mil vagas; mais de 10 milhões de mulheres comandam hoje o próprio negócio no Brasil, segundo dados do Sebrae

Descrição da imagem

Mundo • 11:32h • 09 de março de 2026

Mulheres são 51% da população do estado de SP, mostra Seade

Últimos dados levantados pela Fundação Seade mostram que a predominância feminina avança no estado desde 1980

Descrição da imagem

Cidades • 11:08h • 09 de março de 2026

Semana do Consumidor começa nesta segunda com ações do Procon em Presidente Prudente

Programação começa nesta segunda-feira e inclui orientação, fiscalização e serviços ao público em diversas cidades paulistas

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar