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Educação • 13:03h • 09 de março de 2026

Mulheres lideram 64% dos grupos de pesquisa da Unesp, aponta levantamento

Levantamento mostra crescimento da liderança feminina em grupos de pesquisa, cursos e direção de unidades da universidade

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Divulgação

Mulheres são maioria entre mestres e doutores formados pela Unesp e ampliam presença na pesquisa | Reitora Maysa Furlan, da Unesp/ACI Unesp
Mulheres são maioria entre mestres e doutores formados pela Unesp e ampliam presença na pesquisa | Reitora Maysa Furlan, da Unesp/ACI Unesp

As mulheres já são maioria entre os mestres e doutores formados pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ampliam cada vez mais sua influência nas atividades científicas da instituição. Levantamento realizado pelo Escritório de Gestão de Dados (EGD) aponta que elas lideram a maior parte dos grupos de pesquisa da universidade e também ocupam parcela crescente de cargos acadêmicos e de gestão.

De acordo com os dados, 831 dos 1.296 grupos de pesquisa com sede na Unesp registrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2025 têm liderança feminina, o que representa 64% do total. O cenário acompanha a presença majoritária das mulheres também entre estudantes da graduação e da pós-graduação.

Atualmente, elas ocupam 52,8% das vagas nos cursos de graduação da universidade e 54,7% das vagas nos cursos de pós-graduação stricto sensu. As mulheres também são maioria entre os estudantes titulados em programas de mestrado e doutorado, indicando crescimento consistente da participação feminina na formação acadêmica e científica.

O avanço ocorre em um momento simbólico para a universidade. Em 2026, a Unesp completa 50 anos de existência e está sob a gestão da reitora Maysa Furlan, a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da instituição desde sua fundação, em 1976.

Em entrevista ao Jornal da Unesp, a reitora afirmou que a universidade tem buscado construir um ambiente mais favorável à participação feminina na pesquisa e na carreira acadêmica, por meio de políticas institucionais voltadas à equidade de gênero.

Segundo Maysa Furlan, a intenção é que as pesquisadoras encontrem condições para planejar suas trajetórias acadêmicas e alcançar cargos como professora associada e professora titular dentro de um ambiente que estimule oportunidades e desenvolvimento profissional.

Participação feminina cresce na pesquisa e na gestão universitária da Unesp

Crescimento em cargos de liderança

Nos últimos anos, a presença feminina também avançou na gestão universitária. O levantamento mostra aumento no número de mulheres à frente de diretorias de unidades acadêmicas e entre docentes que alcançam a posição de professoras titulares.

A participação feminina é maioria nas coordenações de cursos de graduação, com 50,8% das posições ocupadas por mulheres. Nos programas de pós-graduação, elas representam 45,4% das coordenações, percentual considerado expressivo no contexto da carreira científica.

Para a professora Patrícia Morellato, pesquisadora líder do CBioClima, Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp sediado no Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, esses avanços refletem mudanças importantes no ambiente acadêmico.

Ela lembra que instituições científicas tradicionais levaram décadas para eleger mulheres para cargos de liderança. A Academia Brasileira de Ciências, por exemplo, levou mais de 100 anos para ter uma presidente, a professora Helena Nader, enquanto a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), criada há mais de seis décadas, ainda não teve uma mulher na presidência.

No CBioClima, dedicado a pesquisas sobre biodiversidade tropical e mudanças climáticas, a presença feminina também é significativa. Atualmente, 56,3% das bolsistas e estagiárias do centro são mulheres.

Segundo Patrícia Morellato, essa proporção maior de pesquisadoras não foi resultado de políticas impositivas, mas de um ambiente que estimula a participação feminina e cria condições para que elas se desenvolvam nas atividades científicas.

Para a universidade, os dados refletem a ampliação das oportunidades para mulheres na pesquisa, na formação acadêmica e na liderança científica, indicando uma transformação gradual no perfil da produção científica e da gestão universitária.

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