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Cultura e Entretenimento • 15:35h • 08 de dezembro de 2025

Museu do Ipiranga recebe mostra do pintor francês Debret

Exposição apresenta 35 gravuras originais do pintor francês ao lado de releituras dessas obras produzidas por 20 artistas contemporâneos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Regresso de um proprietário de chácara, de Debret
Regresso de um proprietário de chácara, de Debret

A exposição Debret em Questão – Olhares Contemporâneos, no Museu do Ipiranga da USP, mostra como o artista francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) registrou o cotidiano do Brasil entre 1816 e 1831, especialmente a violência da escravidão. Ao mesmo tempo, apresenta obras de 20 artistas contemporâneos que reinterpretam suas imagens. A curadoria é da jornalista Gabriela Longman e do sociólogo francês Jacques Leenhardt, autor do livro Rever Debret. A mostra reúne 35 gravuras originais, emprestadas por instituições como a Biblioteca Brasiliana, Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles. A visitação é gratuita até maio de 2026.

Debret viveu uma “dupla vida” no Brasil: era pintor da corte, mas também retratava cenas comuns das ruas do Rio de Janeiro, registrando a sociedade escravocrata. Suas obras foram reunidas no livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, de 1834, que trouxe 152 gravuras e comentários sobre o que viu no país. Como retratava com realismo a violência contra pessoas negras escravizadas, o livro não teve boa recepção nem no Brasil nem na França, onde se esperavam obras mais românticas sobre terras exóticas. Só ganhou destaque no século 20, quando passou a aparecer em livros didáticos brasileiros.

A mostra reúne artistas de várias regiões do Brasil e estrangeiros que revisitram Debret de diferentes formas. Alguns usam humor ou ironia; outros destacam diretamente a violência retratada pelo artista. Há pintura, fotografia, vídeo, instalação, colagem digital e outros suportes. Obras clássicas de Debret, como Um Jantar Brasileiro e Aplicação do Castigo de Açoite, ganham novas leituras que colocam pessoas negras e indígenas como protagonistas de celebração, resistência e força.


Releituras de Um jantar brasileiro e Negros serradores de tábuas, de Hebert Sobral – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A artista Gê Viana transforma cenas de sofrimento em imagens festivas e coloridas, reescrevendo a narrativa sobre a população negra e indígena. Denilson Baniwa insere elementos tecnológicos, como símbolos de wi-fi, para pensar a relação entre passado e presente. Heberth Sobral recria cenas com bonecos Playmobil. Outras artistas, como Isabel Löfgren, Patricia Gouvea e Rosana Paulino, discutem a memória da escravidão e a representação das mulheres negras. Jaime Lauriano conecta gravuras históricas de Debret a cenas atuais de violência, destacando como certas estruturas se repetem no Brasil.

A exposição também lembra como Debret influenciou a cultura brasileira: há registros do desfile da escola de samba Salgueiro, em 1959, que teve o artista como tema. O público pode ver reproduções táteis de obras, jogos de memória e atividades educativas que aproximam visitantes de todas as idades.

Parte da Temporada França-Brasil 2025, a mostra foi apresentada antes em Paris, em versão menor. No Brasil, exibe originais graças ao espaço e aos empréstimos.

Serviço:

Debret em Questão – Olhares Contemporâneos

Museu do Ipiranga (USP) – até 17 de maio de 2026

De terça a domingo, das 10h às 17h

Entrada gratuita.

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