Variedades • 17:09h • 19 de junho de 2026
Museu Nacional ganha réplica de dinossauro brasileiro com 15 metros
Oxalaia quilombensis viveu no Maranhão há 95 milhões de anos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Museu Nacional/Divulgação
O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, passou a exibir desde domingo (14) uma réplica animatrônica do Oxalaia quilombensis, um dos dinossauros mais importantes já descritos no Brasil. Com cinco metros de altura e 15 metros de comprimento, o modelo foi instalado em frente ao prédio histórico da instituição, localizado na Quinta da Boa Vista, na zona norte da capital fluminense.
O animatrônico — estrutura robótica projetada para reproduzir a aparência e os movimentos de seres vivos — foi doado pelo Parque Terra dos Dinos, de Miguel Pereira, no interior do estado do Rio de Janeiro. O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a mais antiga instituição científica do país, com 208 anos de história.
O Oxalaia quilombensis pertence ao grupo dos espinossaurídeos e viveu há cerca de 95 milhões de anos na região da Ilha do Cajual, no Maranhão. Considerado um dos maiores predadores já identificados no território brasileiro, o animal tinha hábitos predominantemente piscívoros, sendo adaptado à captura de peixes em ambientes aquáticos e costeiros.
Segundo a vice-diretora do Museu Nacional, a paleontóloga Juliana Sayão, a réplica permanecerá em frente ao museu até agosto. Depois, será transferida para a entrada do Centro de Visitantes, conhecido como Estação Museu Nacional, onde receberá grupos agendados para conhecer a exposição permanente.
A doação simboliza o reconhecimento ao trabalho científico desenvolvido pelo Museu Nacional na curadoria do Parque Terra dos Dinos. A parceria entre as duas instituições começou ainda na fase de planejamento do parque, com o objetivo de garantir rigor científico às atrações apresentadas ao público.
Desde a criação do empreendimento, o museu acompanha tecnicamente o projeto por meio da curadoria do paleontólogo Alexander Kellner, ex-diretor da instituição e uma das principais referências da área no Brasil.
Juliana Sayão destacou ainda que a espécie foi descrita por pesquisadores do próprio Museu Nacional, incluindo uma doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFRJ. Para a pesquisadora, o fato reforça a importância da instituição na produção científica, na formação de novos especialistas e na divulgação do conhecimento.
Outro aspecto relevante é que parte do fóssil original do Oxalaia quilombensis, que integrava o acervo do Museu Nacional, foi recuperada durante os trabalhos de resgate realizados após o incêndio que atingiu o Palácio de São Cristóvão em 2018. A operação contou com financiamento do Ministério da Educação (MEC), da UFRJ e do governo da Alemanha.
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