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Saúde • 14:13h • 22 de dezembro de 2025

Natal e férias exigem atenção redobrada: novas regras orientam como agir em engasgos infantis

Atualização da American Heart Association redefine quando agir, como intervir e quais manobras são seguras para bebês e crianças

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Playpress Assessoria | Foto: Divulgação

Mais refeições em família nas festas: saiba quando agir em casos de engasgo em crianças
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A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta pais, responsáveis e cuidadores para as novas diretrizes internacionais sobre engasgos infantis, publicadas há dois meses, em 22 de outubro pela American Heart Association (AHA), em conjunto com a American Academy of Pediatrics. As recomendações atualizam protocolos de desobstrução das vias aéreas e reforçam um ponto central, agir apenas diante de sinais claros de obstrução grave, evitando manobras desnecessárias que podem causar danos.

Segundo a SPRS, a principal mudança está menos no gesto técnico e mais na decisão correta de quando intervir. Manobras feitas sem indicação podem agravar o quadro, especialmente em bebês.

Engasgo comum não é emergência grave

O pediatra Silvio Baptista, 1º vice-presidente da SPRS e coordenador do Pediatric Advanced Life Support (PALS), explica que parte do pânico em situações de engasgo decorre da falta de distinção entre quadros leves e graves.

“O engasgo com líquidos nos primeiros meses de vida é frequente e, na maioria das vezes, representa um reflexo de proteção das vias aéreas. Já a obstrução grave, geralmente causada por alimentos sólidos ou semissólidos, exige ação imediata e técnica correta”, afirma.

As diretrizes reforçam que engasgos com líquidos raramente causam obstrução da via aérea superior. Por isso, intervir de forma agressiva nesses casos pode ser mais prejudicial do que benéfico. Orientação semelhante consta em guia recente da Sociedade Brasileira de Pediatria, publicado em agosto.

Quando NÃO fazer manobras

As novas recomendações deixam claro que as manobras de desengasgo só devem ser realizadas quando houver sinais inequívocos de obstrução grave, como:

  • Dificuldade ou ausência de respiração;
  • Incapacidade de tossir ou chorar;
  • Mudança de cor da pele, palidez ou coloração arroxeada;
  • Perda de tônus, ficando “molinha”.

Na ausência desses sinais, a conduta indicada é observar, manter a calma e buscar avaliação médica.

Bebês engasgados com líquidos

Para bebês pequenos que engasgam com leite, água ou secreção, a SPRS orienta:

  • Pedir ajuda;
  • Posicionar o bebê de frente para o cuidador;
  • Limpar suavemente a boca com pano ou lenço;
  • Estimular a respiração com massagens leves nas costas;
  • Se houver tosse, vômito ou retomada da respiração, procurar avaliação médica;
  • Se o bebê ficar inconsciente, iniciar reanimação cardiopulmonar.

Obstrução grave por sólidos: o que mudou

Nos casos confirmados de obstrução grave, houve atualização nos protocolos.

Em bebês até cerca de 1 ano, as diretrizes da AHA e da AAP indicam alternar 5 pancadas nas costas com 5 compressões torácicas, sempre observando se o objeto se torna visível antes de tentar removê-lo. A retirada “às cegas” é contraindicada.

Em crianças acima de 1 ano, a tosse deve ser estimulada inicialmente, por ser o mecanismo mais eficaz. Persistindo a obstrução, são indicados golpes dorsais e compressões abdominais, repetidos até a expulsão do corpo estranho ou perda de consciência.

Reanimação é etapa final

Se o bebê ou a criança perder a consciência, a orientação é iniciar imediatamente as manobras de reanimação cardiorrespiratória, respeitando as diferenças de técnica e profundidade das compressões conforme a idade, até a chegada de atendimento especializado.

Atendimento médico é indispensável

A SPRS reforça que toda criança ou bebê atendido em casa por engasgo deve ser levado para avaliação médica, mesmo que apresente melhora após as manobras. A medida é fundamental para descartar complicações tardias.

Ao reforçar as novas diretrizes, a entidade destaca que informação correta salva vidas. Saber identificar a gravidade do engasgo e agir apenas quando indicado reduz riscos e aumenta a segurança no atendimento a crianças.

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