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Responsabilidade Social • 08:25h • 05 de março de 2026

Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

Em 2025, foram registrados 6.904 casos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.
Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

O Brasil registrou 6.904 vítimas de feminicídio em 2025, considerando casos consumados e tentativas. O número representa aumento de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 5.150 ocorrências. Ao todo, foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos — uma média de 5,89 mulheres mortas por dia.

Os dados constam no Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem). O levantamento também detalha o perfil das vítimas e dos agressores.

O total apresentado pelo relatório é 38,8% superior ao divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que registrou 1.548 feminicídios em 2025 até a última atualização. Segundo as pesquisadoras, a diferença está relacionada à subnotificação e à falta de tipificação correta dos crimes nos registros oficiais.

Para elaborar o estudo, o Lesfem utiliza dados do Monitor de Feminicídios no Brasil, que acompanha diariamente informações publicadas por veículos de imprensa e cruza esses registros com dados oficiais. De acordo com a equipe, muitos casos não são formalmente classificados como feminicídio pelas autoridades, o que contribui para a discrepância.

A análise mostra que 75% dos crimes ocorreram no contexto de relações íntimas, envolvendo companheiros, ex-companheiros ou pessoas com quem a vítima tinha filhos. A maior parte das agressões e mortes aconteceu dentro de casa: 38% na residência da vítima e 21% na casa do casal.

As mulheres entre 25 e 34 anos foram as mais atingidas, com idade mediana de 33 anos. Pelo menos 22% das vítimas já haviam denunciado o agressor anteriormente. Entre os casos com informações disponíveis, 69% das mulheres tinham filhos ou dependentes. O levantamento aponta ainda que 101 vítimas estavam grávidas e que 1.653 crianças ficaram órfãs.

A idade média dos agressores é 36 anos. Em 94% dos casos, o crime foi cometido por uma única pessoa. Quase metade das mortes (48%) ocorreu com o uso de arma branca, como faca ou canivete. Em cerca de 8% dos registros com dados conhecidos, o suspeito morreu após o crime, na maioria das vezes por suicídio. A prisão foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações disponíveis.

Segundo as pesquisadoras, o feminicídio é resultado de um ciclo de violência que muitas vezes começa com agressões psicológicas e físicas e acaba sendo ignorado. Fatores como machismo, misoginia e falhas na proteção às vítimas contribuem para a escalada da violência. Mesmo mulheres com medidas protetivas continuam vulneráveis, o que evidencia desafios na efetivação das políticas públicas de proteção.

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