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Ciência e Tecnologia • 19:19h • 12 de janeiro de 2026

Nova investigação detalha como os EUA teriam operado programas secretos ligados a OVNIs

Pesquisador detalha como o governo americano teria estruturado, desde os anos 1940, um sistema fragmentado e altamente sigiloso para recuperar, estudar e explorar tecnologias não humanas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Divulgação/Ilustração

Ex-vice-presidente dos EUA é citado em reconstrução inédita sobre programa secreto de engenharia reversa de OVNIs
Ex-vice-presidente dos EUA é citado em reconstrução inédita sobre programa secreto de engenharia reversa de OVNIs

Uma nova reconstrução sobre a suposta atuação do governo dos Estados Unidos em programas secretos ligados a objetos voadores não identificados voltou a agitar a comunidade ufológica internacional. O pesquisador conhecido como UAPGerb apresentou o que descreve como o mapeamento mais detalhado já feito sobre a estrutura usada para recuperação de destroços, armazenamento e exploração tecnológica de OVNIs desde a década de 1940. Entre os nomes citados no topo desse sistema estaria o ex-vice-presidente Dick Cheney, com base em informações atribuídas a relatos de denunciantes ligados ao governo americano.

Segundo o pesquisador, o que existe não seria um único programa centralizado, mas sim um conjunto de camadas organizadas de forma compartimentada, que teria se desenvolvido a partir do Projeto Manhattan, da Comissão de Energia Atômica e das estruturas de inteligência criadas durante a Guerra Fria. A reconstrução não apresenta documentos oficiais inéditos, mas cruza testemunhos, auditorias públicas, históricos institucionais e relatos de bastidores que vêm sendo discutidos nos últimos anos no debate sobre fenômenos aéreos não identificados.

Uma estrutura em forma de pirâmide

De acordo com a análise apresentada, o sistema funcionaria como uma pirâmide. No topo estaria um grupo extremamente restrito de tomadores finais de decisão, responsáveis por autorizar ou bloquear avanços estratégicos. É nesse nível que o nome de Dick Cheney é citado como alguém que teria exercido influência relevante por anos, conforme informações que teriam passado por canais internos e sido posteriormente mencionadas pelo denunciante David Grusch, ex-integrante da comunidade de inteligência norte-americana.

Dick Cheney, ex-presidente dos EUA | Foto: Wikipedia/Divulgação

A camada administrativa seria composta por agências como NSA, CIA, DIA, NRO e NGA. Segundo a tese apresentada, esses órgãos supervisionariam programas ligados a OVNIs sem subordinação direta ao Congresso ou à Casa Branca. Há ainda a menção a um suposto Escritório Nacional de Reconhecimento Subaquático, cuja existência oficial nunca foi confirmada publicamente.

No centro da pirâmide estariam os chamados FFRDCs, centros de pesquisa financiados pelo governo e operados por contratadas privadas, como MITRE, Battelle, Sandia National Laboratories, Lawrence Livermore National Laboratory e Oak Ridge National Laboratory. Esses centros seriam responsáveis pela custódia técnica e análise de materiais considerados exóticos.

Na base estariam grandes contratantes do setor de defesa, como Lockheed Martin, Northrop Grumman e Raytheon, encarregadas de construir, testar e adaptar tecnologias sob orientação sigilosa.

Financiamento fora do orçamento tradicional

Outro ponto levantado é a forma de financiamento. Segundo o pesquisador, esses programas não dependeriam de dotações formais aprovadas pelo Congresso. Os recursos viriam de mecanismos como pesquisa e desenvolvimento independentes, verbas remanescentes não declaradas e superfaturamento sistemático de contratos e peças.

Como exemplo, é citada a auditoria realizada em 1994 e 1995 no NRO, quando a agência foi apontada como responsável pelo mau rastreamento de cerca de US$ 3,2 bilhões. Para o pesquisador, esse episódio indicaria como estruturas paralelas podem ser mantidas financeiramente sem exposição pública direta.

Bases de testes e tecnologia derivada

A reconstrução também aponta locais usados como centros de testes e desenvolvimento, incluindo áreas como o Nevada Test and Training Range, onde estão a Área 51 e o complexo de Tonopah, além de Dugway Proving Ground, Edwards Air Force Base, China Lake e Patuxent River. Esses espaços permitiriam a realização de voos experimentais e testes avançados integrados a atividades militares regulares, dificultando a identificação externa.

Em relação às tecnologias estudadas, a análise não se limita à ideia de veículos totalmente reproduzidos. O foco estaria na extração de sistemas específicos, como técnicas avançadas de camuflagem eletro-óptica, gerenciamento de assinaturas e conceitos de propulsão não convencionais. Relatos atribuídos a testemunhas internas sugerem que algumas dessas capacidades já teriam sido incorporadas a aeronaves experimentais dos Estados Unidos.

Raízes históricas e sigilo prolongado

O estudo conecta os programas modernos a eventos e estruturas históricas, como o caso de Roswell em 1947, a antiga Comissão de Energia Atômica, o Armed Forces Special Weapons Project e unidades hoje pouco documentadas, como uma suposta Unidade de Fenômenos Interplanetários, cuja existência teria sido confirmada por setores da inteligência militar antes de ser apagada de registros oficiais.

Pesquisador mapeia estrutura oculta dos EUA para estudo de tecnologia não humana

Para explicar o longo período de sigilo, o pesquisador aponta o uso de Programas de Acesso Especial, estruturas de inteligência ligadas ao Departamento de Energia, mecanismos de proteção de projetos avançados e campanhas internas de desinformação. O desenho institucional seria deliberadamente fragmentado, de modo que nenhuma autoridade isolada tivesse controle total sobre o sistema.

Um sistema fora do controle tradicional

A reconstrução apresentada não sustenta a existência de um comando central único para assuntos ufológicos. Em vez disso, descreve um sistema distribuído, autossustentado e altamente protegido, que teria operado por décadas fora dos mecanismos tradicionais de supervisão democrática. Para a comunidade ufológica, o material reacende debates antigos e reforça questionamentos sobre transparência, controle institucional e os limites do sigilo em democracias modernas.

O episódio com a análise completa já está disponível e segue gerando repercussão entre pesquisadores, especialistas em defesa e entusiastas da ufologia, que aguardam novos desdobramentos e possíveis confirmações oficiais no futuro.


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