Ciência e Tecnologia • 13:10h • 05 de março de 2026
Novas lentes ampliam possibilidades na cirurgia de catarata
Tecnologia permite corrigir diferentes distâncias e até ajustar o foco após a cirurgia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A catarata é uma das principais causas de perda de visão no mundo e ocorre quando o cristalino, lente natural do olho, se torna opaco, comprometendo a nitidez da visão. A condição provoca sintomas como visão embaçada, dificuldade para distinguir cores e sensibilidade à luz e, em casos avançados, pode levar à cegueira.
O tratamento é cirúrgico e consiste na substituição do cristalino por uma lente intraocular artificial. Com os avanços da oftalmologia, novas tecnologias de lentes têm ampliado as possibilidades de correção visual e reduzido a dependência de óculos após o procedimento.
A médica oftalmologista Regina Cele, especialista há mais de 30 anos em glaucoma e catarata, explica como a cirurgia é realizada. “O método mais utilizado é a facoemulsificação, em que o cristalino opaco é fragmentado com ultrassom e substituído por uma lente intraocular transparente. A medicina evoluiu muito e hoje existem lentes modernas que permitem uma visão mais confortável e funcional”, afirma.
Tipos de lentes modernas
As novas tecnologias em lentes intraoculares têm como objetivo melhorar a qualidade visual e ampliar a autonomia dos pacientes no dia a dia.
Entre as opções disponíveis estão:
- Lentes de foco estendido (EDOF)
Criam uma zona contínua de foco, oferecendo boa visão para longe e para distâncias intermediárias, como uso de computador ou painel do carro. A transição costuma ser mais suave e com menor ocorrência de halos luminosos. - Lentes trifocais
Possuem três zonas de foco distintas, permitindo visão para perto, intermediário e longe. Esse modelo busca proporcionar maior independência do uso de óculos. - Lentes tóricas
Indicadas para pacientes com astigmatismo, corrigindo essa alteração visual durante a própria cirurgia de catarata. - Lentes ajustáveis por luz (LAL)
Consideradas uma das tecnologias mais recentes, permitem ajustes no foco após a cirurgia por meio de pulsos de luz, personalizando a visão do paciente. Esse modelo já foi aprovado pelo FDA, agência reguladora dos Estados Unidos.
Escolha da lente depende do perfil do paciente
A definição da lente mais adequada é feita a partir de uma avaliação oftalmológica detalhada, que considera fatores como idade, estilo de vida, rotina visual e expectativas do paciente.
Segundo a especialista, a evolução das lentes intraoculares trouxe benefícios importantes. “Dependendo da lente escolhida, o paciente pode reduzir bastante a necessidade de óculos. Além disso, erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo podem ser corrigidos na mesma cirurgia”, explica Regina Cele.
A médica destaca que as tecnologias mais recentes também contribuem para visão mais nítida e confortável em diferentes atividades, com redução de efeitos como halos e brilhos. Com o envelhecimento da população e o avanço das técnicas cirúrgicas, a cirurgia de catarata tem se tornado cada vez mais segura e personalizada, permitindo resultados visuais mais próximos da visão natural.
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