Economia • 13:33h • 07 de janeiro de 2026
Novas tabelas do Imposto de Renda 2026 ampliam isenção e reduzem imposto para salários até R$ 7.350
Mudanças já estão em vigor desde janeiro, mas impacto aparece no contracheque a partir de fevereiro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Divulgação
Entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 a nova tabela do Imposto de Renda, que amplia a faixa de isenção e reduz a carga tributária para milhões de brasileiros. As alterações, no entanto, só começam a ser sentidas de forma prática nos salários pagos a partir de fevereiro, conforme regras divulgadas pela Receita Federal.
A principal mudança é a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de um desconto progressivo para rendas mensais de até R$ 7.350. A tabela tradicional do IR permanece a mesma de 2025, mas passa a funcionar em conjunto com novos redutores, criados pela reforma do Imposto de Renda.
As regras valem para todo o ano-calendário de 2026 e terão reflexo direto na Declaração do Imposto de Renda de 2027.
Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026
Com a nova regra, ficam totalmente isentos do IR:
- Trabalhadores com carteira assinada;
- Servidores públicos;
- Aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios;
- Desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.
Quem possui mais de uma fonte de renda deve ficar atento: mesmo que cada rendimento isolado esteja abaixo do limite, pode haver imposto a complementar na declaração anual.
Redução gradual para quem ganha até R$ 7.350
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto é reduzido de forma decrescente:
- Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto;
- Quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício;
- Acima desse valor, não há redução adicional.
- A regra também se aplica ao 13º salário.
Redução mensal do IR em 2026
Rendimentos tributáveis mensais | Redução do imposto
Até R$ 5 mil | Até R$ 312,89, zerando o imposto
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 - (0,133145 × renda mensal)
A partir de R$ 7.350,01 | Sem redução
Tabela mensal do Imposto de Renda 2026
Base de cálculo mensal | Alíquota | Dedução
Até R$ 2.428,80 | Isento | -
De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73
O que muda na apuração anual
Além da tabela mensal, a reforma também prevê benefícios no cálculo anual:
- Isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
- Redução gradual para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200;
- Acima desse valor, não há desconto adicional.
O redutor anual é limitado ao imposto devido e não gera imposto negativo nem restituição extra automática.
Redução anual do IR (declaração de 2027)
Rendimentos tributáveis anuais | Redução do imposto
Até R$ 60 mil | Até R$ 2.694,15
De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 | R$ 8.429,73 - (0,095575 × renda anual)
A partir de R$ 88.200,01 | Sem redução

Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge contribuintes de alta renda:
- Renda anual acima de R$ 600 mil entra na regra;
- Alíquota progressiva de até 10%;
- Renda superior a R$ 1,2 milhão por ano terá alíquota mínima efetiva de 10%.
Segundo o governo federal, cerca de 141 mil contribuintes devem ser afetados.
Tributação de dividendos
Outra mudança relevante é a volta da tributação sobre dividendos:
- 10% de imposto retido na fonte;
- Somente quando os dividendos ultrapassarem R$ 50 mil por mês;
- Valor pago por uma única empresa à pessoa física.
A retenção poderá ser compensada na declaração anual. A regra atinge principalmente empresários e sócios de grandes empresas.
Deduções que permanecem
Não houve alteração nas principais deduções permitidas:
- Dependentes: R$ 189,59 por mês;
- Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20;
- Educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano;
- Declaração anual: desconto simplificado de até R$ 17.640.
Impacto estimado
De acordo com o governo federal:
- 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados;
- O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação mínima da alta renda e pelos dividendos acima de R$ 50 mil mensais.

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