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Saúde • 08:31h • 01 de novembro de 2025

Novembro Azul: porque o homem não pode ignorar os sinais e o exame do câncer de próstata

Com mais de 71 mil casos anuais estimados no Brasil e o medo do toque ainda presente, o mês de conscientização reforça que cedo ou tarde a visita ao médico é essencial

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1

Sem medo, sem demora: exame da próstata é atitude de saúde e responsabilidade
Sem medo, sem demora: exame da próstata é atitude de saúde e responsabilidade

Quando o calendário marca o mês de novembro, as atenções se voltam para o movimento Novembro Azul — campanha que destaca a importância da saúde do homem, com ênfase no câncer de próstata. A doença é das mais comuns entre o público masculino: estimativas apontam para cerca de 71 mil novos casos por ano no Brasil. Mesmo assim, muitos homens evitam o urologista, resistem à ideia do “toque retal” ou adiam exames. O resultado pode ser diagnóstico tardio — quando o tratamento se torna mais complexo.

Qual a idade para começar os exames?

O principal fator de risco para o câncer de próstata é a idade. No país, a cada dez homens diagnosticados com a doença, nove têm mais de 55 anos.

As orientações médicas mais frequentemente citadas são:

Homens sem fatores de risco: iniciar o acompanhamento com o urologista a partir dos 50 anos, podendo fazer exames como o PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal.

Homens com fatores de risco — histórico familiar, etnia negra ou obesidade — devem considerar iniciar aos 45 anos.

Portanto, se você já tem 50 anos ou mais, especialmente se há risco familiar, é hora de agendar uma consulta. E mesmo fora dessa faixa etária, se surgirem sintomas, é fundamental procurar avaliação médica.

Onde fazer o exame e como funciona

O diagnóstico envolve dois procedimentos: a dosagem sanguínea do PSA e o toque retal, realizados por um profissional de saúde. No Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas particulares, o exame está disponível. O médico avalia o histórico, realiza o exame físico e, se necessário, solicita ultrassom ou biópsia.

Ter resultado alterado no PSA ou no toque não significa automaticamente câncer de próstata, mas indica a necessidade de investigação mais detalhada.

Sinais, sintomas e quando antecipar o exame

Um dos grandes desafios é que o câncer de próstata, em muitos casos, não apresenta sintomas nos estágios iniciais. Alguns sinais que merecem atenção e exigem consulta imediata são:

  • Dificuldade para urinar, jato fraco ou interrompido, vontade de urinar várias vezes à noite;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen;
  • Dor persistente nas costas, quadril ou pelve — em estágios mais avançados.

Se você perceber qualquer um desses sintomas, não espere a idade “ideal”: procure um urologista e faça os exames.

O tabu, o medo do exame – e por que isso precisa mudar

A próstata fica localizada em uma região do corpo que muitos homens evitam até de mencionar. O toque retal, parte importante da avaliação, ainda causa constrangimento e vergonha, por preconceito ou desinformação. Mas é hora de quebrar esse mito: o exame não compromete sua masculinidade — ele protege sua vida.

A resistência a procurar o médico faz grande diferença, porque quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura e de um tratamento menos invasivo. Esse tabu precisa ser superado. As mulheres costumam ser mais assíduas em exames preventivos, e o Novembro Azul vem justamente reforçar que o cuidado com a saúde masculina também deve ser prioridade.

Estatísticas que chamam atenção

O câncer de próstata é o segundo tipo mais incidente entre os homens no Brasil, atrás apenas dos tumores de pele não melanomas. Estima-se cerca de 71 mil novos casos por ano e mais de 16 mil mortes registradas anualmente no país. Esse cenário mostra que não é um risco remoto — é uma realidade para muitos homens. A boa notícia é que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

O que precisa ser feito — e agora

  • Quebrar o silêncio: conversar com amigos, irmãos e pais sobre saúde masculina e incentivar a consulta médica;
  • Consulta periódica: a partir da idade recomendada ou mais cedo, se houver risco, marcar avaliação com urologista;
  • Atenção ao estilo de vida: obesidade, sedentarismo e alimentação desbalanceada aumentam o risco; atividade física e dieta saudável ajudam na prevenção;
  • Conhecer o histórico familiar: informar ao médico se há casos de câncer de próstata na família;
  • Realizar os exames indicados: PSA e toque retal quando recomendados;
  • Desmistificar o toque: entender que é apenas um procedimento simples, rápido e essencial para a preservação da vida.

Palavra final

Chegou novembro — e com ele o lembrete: a saúde masculina importa. Se você é homem, faça um pacto consigo mesmo: marque a consulta, pergunte ao médico sobre a próstata e entenda que cuidar de si não é fraqueza ou vaidade — é responsabilidade, maturidade e amor por você e por quem te quer bem. O exame, o medo vencido, a consulta feita: tudo isso conta para que você esteja presente por muitos anos, e com qualidade. A prevenção começa agora.

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