Responsabilidade Social • 18:27h • 28 de junho de 2026
Novo guia da Unesp esclarece conceitos e combate desinformação sobre intersexualidade
Material gratuito reúne orientações sobre direitos, cidadania, acolhimento e conceitos fundamentais relacionados às pessoas intersexo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Reprodução/Equipe de arte ACI Unesp
A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Proade) da Unesp lançou um guia de orientações sobre intersexualidade com o objetivo de ampliar o acesso à informação e contribuir para o combate à desinformação sobre o tema. Produzido em parceria com a Associação Brasileira Intersexo (ABRAI) e outras instituições, o material reúne conceitos fundamentais, informações sobre direitos, cidadania e redes de acolhimento.
Disponível gratuitamente na página de formações da Proade, o guia utiliza linguagem acessível para esclarecer dúvidas frequentes e orientar a sociedade sobre aspectos relacionados às pessoas intersexo.
Material reúne conceitos e orientações
Segundo a Unesp, pessoas intersexo são aquelas que nascem com características sexuais que não se enquadram nas definições médicas e sociais tradicionalmente associadas aos corpos masculinos ou femininos. Essas características podem envolver aspectos cromossômicos, hormonais, anatômicos ou reprodutivos.
O guia explica que a intersexualidade não está relacionada à orientação sexual nem à identidade de gênero, mas às características biológicas presentes desde o nascimento.
Além das definições, o documento reúne informações sobre documentação civil, acolhimento, direitos e termos considerados estigmatizantes que devem ser evitados no convívio social.
Produção contou com entidades especializadas
A elaboração do material contou com a participação da Associação Brasileira Intersexo (ABRAI), do Projeto Rede Jacob de Apoio à Família e à Pessoa Intersexo, do Coletivo Feminista Mulheres Aflitas Maria da Penha e do Instituto Jacob Cristopher.
Entre as colaboradoras está Thais Emilia de Campos dos Santos, fundadora e presidente da ABRAI, doutora em Educação pela Unesp e mulher intersexo.
Segundo a pesquisadora, a utilização do termo "intersexo" representou uma mudança importante na forma de compreender sua própria condição e impulsionou sua atuação em defesa dos direitos dessa população.
Guia também aborda cidadania e direitos
De acordo com a Unesp, o material procura enfrentar mitos e informações equivocadas ainda recorrentes sobre a intersexualidade, contribuindo para ambientes mais acolhedores e informados.
A assessora da Proade e docente da Unesp, Ana Maria Klein, afirma que ampliar o conhecimento sobre o tema também significa fortalecer a garantia de direitos. "É preciso pensar que as pessoas têm direito à integridade física e à não discriminação. Também é importante que a sociedade conheça o tema, saiba das implicações envolvidas e compreenda que existem pessoas que nascem intersexo", destaca.
O guia pode ser acessado gratuitamente na página de formações da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da Unesp.
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